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Capital terá protesto contra novas tarifas

Com o início das especulações sobre o novo valor da tarifa de ônibus de Porto Alegre, a cidade começa também a se mobilizar contra o aumento. Como já é quase tradicional na capital gaúcha, o Bloco de Luta pelo Transporte Público organiza, nesta terça-feira (16), o primeiro ato contra o aumento da passagem, com concentração prevista a partir das 17h no Paço Municipal; na proposta entregue pelas empresas em 6 de julho, o preço apresentado foi de R$ 3,46, mas o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) já afirmou que o dissídio dos rodoviários irá incidir sobre a tarifa; atualmente, a passagem custa custa R$ 3,25

PORTO ALEGRE, 03.03.2015: Ato do Bloco de Lutas. Foto: Alina Souza/Sul21 (Foto: Leonardo Lucena)

Débora Fogliatto, Sul 21 - Com o início das especulações sobre o novo valor da tarifa de ônibus de Porto Alegre, a cidade começa também a se mobilizar contra o aumento. Como já é quase tradicional na capital gaúcha, o Bloco de Luta pelo Transporte Público organiza, nesta terça-feira (16), o primeiro ato contra o aumento da passagem, com concentração prevista a partir das 17h no Paço Municipal. Além do aumento, o protesto também será uma crítica à licitação do transporte público realizada no ano passado, e que teve como vencedoras as mesmas empresas que atualmente operam o sistema.

O novo sistema do transporte público deve entrar em vigor até a primeira quinzena de março e, com ele, a nova tarifa. Na proposta entregue pelas empresas em 6 de julho, o preço apresentado foi de R$ 3,46, mas o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) já afirmou que o dissídio dos rodoviários, estabelecido no último dia 5, irá incidir sobre a tarifa. A categoria terá um reajuste de 11,81% nos salários com um ganho real de 0,5%, e o  vale-alimentação passará de R$ 21,00 para R$ 23,48. O valor  será ainda atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Atualmente, a passagem de ônibus na capital gaúcha custa R$ 3,25.

Após a soma dos valores, as empresas de ônibus devem sugerir um valor à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que por sua vez irá determinar a nova tarifa, a qual depois será votada pelo Conselho Municipal de Transporte Urbano (Comtu). Devido à licitação, isso será feito quando  houver a data de entrada do novo serviço e a inflação do período. “Essa nova licitação não vai trazer nenhuma mudança real à população. Queremos denunciar amplamente a farsa do [prefeito, José] Fortunati com os empresários e atrapalhar bastante a vida deles ainda”, afirmou o militante do Bloco Matheus Gomes.

Em 2013, os atos contra o aumento das passagens foram o estopim para as manifestações que se espalharam por todo o país e se tornaram o maior movimento popular da última década. Nos anos seguintes, a pauta não teve tanto apelo, mas, agora, com o aumento do custo de vida e o agravamento da crise econômica, o Bloco de Luta avalia que o reajuste das passagens é muito prejudicial para as classes mais baixas da população.

“A pauta é a questão do transporte e os ataques gerais ao nível de vida da população. Tem uma questão de agravamento da crise social, com o desemprego, e um aumento das passagens nesse momento vai significar uma restrição gigantesca no direito à cidade”, destaca Matheus.

A EPTC também anunciou nesta segunda-feira (15) que irá colocar em circulação quatro novas linhas de ônibus na Capital: T12 – Restinga Cairú, T12A – Restinga PUC, T12.1 – Pitinga Cairú e T13 – Triângulo/PUC, as quais fazem parte da reorganização do sistema de transporte coletivo da capital em razão da licitação.