Caso Aranha: Grêmio foi injustiçado, diz vice-presidente do clube

Em audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH), o vice-presidente do Grêmio, Adalberto Preis (terceiro da esq. para a dir.), afirmou que, de um público de 32 mil pessoas no estádio, quando o goleiro do Santos, "Aranha", foi chamado de "macaco", apenas quatro torcedores foram indiciados em inquérito policial e denunciados à justiça; "Eu não tiro nada da importância que foi dada ao fato, mas, do ponto de vista da imputação ao clube, em se tratando de uma conduta de poucos torcedores, houve exagero e injustiça", afirmou

Em audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH), o vice-presidente do Grêmio, Adalberto Preis (terceiro da esq. para a dir.), afirmou que, de um público de 32 mil pessoas no estádio, quando o goleiro do Santos, "Aranha", foi chamado de "macaco", apenas quatro torcedores foram indiciados em inquérito policial e denunciados à justiça; "Eu não tiro nada da importância que foi dada ao fato, mas, do ponto de vista da imputação ao clube, em se tratando de uma conduta de poucos torcedores, houve exagero e injustiça", afirmou
Em audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH), o vice-presidente do Grêmio, Adalberto Preis (terceiro da esq. para a dir.), afirmou que, de um público de 32 mil pessoas no estádio, quando o goleiro do Santos, "Aranha", foi chamado de "macaco", apenas quatro torcedores foram indiciados em inquérito policial e denunciados à justiça; "Eu não tiro nada da importância que foi dada ao fato, mas, do ponto de vista da imputação ao clube, em se tratando de uma conduta de poucos torcedores, houve exagero e injustiça", afirmou (Foto: Leonardo Lucena)

Agência Senado - Em audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o vice-presidente do Grêmio, Adalberto Preis, disse que o clube foi injustiçado no caso de preconceito racial contra o goleiro Aranha, do Santos. Na opinião do dirigente, quiseram imputar a responsabilidade e a característica de racista à instituição, que tem tradição de ser multirracial, como ressaltou.

Segundo ele, de um público de 32 mil pessoas presentes no estádio naquela noite, quatro torcedores foram indiciados em inquérito policial e denunciados à justiça.

- Eu não tiro nada da importância que foi dada ao fato, mas, do ponto de vista da imputação ao clube, em se tratando de uma conduta de poucos torcedores, houve exagero e injustiça - disse.

Adalberto Preis aproveitou para lembrar que o Grêmio é o único clube no Brasil que tem estatutariamente uma estrela dourada em sua bandeira,  representando o jogador negro Everaldo Marques da Silva, campeão mundial pela Seleção Brasileira de 1970.  Além disso, acrescentou, o autor do hino do clube é um negro: Lupicínio Rodrigues.

- Não obstante a terrível campanha feita, tentando pôr no Grêmio a mancha de racista, o clube não é racista - afirmou.

O tema está sendo debatido em audiência interativa nesta manhã promovida pela Comissão de Direitos Humanos, sob o comando do senador Paulo Paim (PT-RS).

Veja outra a matéria da Agência Senado sobre a audiência:

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) discutiu os recentes episódios de racismo sofridos por jogadores negros nos campos de futebol do país. A audiência interativa foi solicitada pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Na abertura da reunião, o senador ressaltou que o Brasil assistiu a um "retrocesso" no que diz respeito à discriminação racial nas arenas esportivas neste ano.

Ele lembrou um dos casos de maior repercussão, ocorrido em 28 de agosto, em partida entre Grêmio e Santos. Um grupo de torcedores gremistas foi flagrado pelas câmeras de TV chamando de macaco o goleiro santista Aranha.

- O racismo mancha a história do esporte e não pode ser admitido. Nosso desafio é garantir igualdade de oportunidades em todas as áreas, inclusive no futebol - afirmou Paim, que citou o nome de vários craques negros que encantaram o país.

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