Caso Petrobras: Câmara aprova convite a lobista

A Comissão de Minas e Energia da Câmara aprovou convite para que os acusados de operar um suposto esquema de pagamento de propina em contratos da Petrobras envolvendo o PMDB se expliquem; requerimento é do vice-líder do PMDB, Lúcio Vieira Lima; serão ouvidos em audiência pública o lobista e ex-diretor da BR Distribuidora Jorge Augusto Henrique e o ex-diretor da Área Internacional da estatal, Jorge Zelada; "A legislação determina convocação apenas para ministro. Mas se alguém for convidado e não comparecer, já é um indício ruim, pois sinaliza que é alguém que não quer prestar esclarecimentos", diz Lúcio

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Bahia 247

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira convite para que os acusados de operar um suposto esquema de pagamento de propina em contratos da Petrobras envolvendo o PMDB com verbas que teriam sido usadas até na campanha presidencial da então candidata Dilma Rousseff em 2010 se expliquem. Denúncia foi feita por Época no final de semana.

Requerimento foi apresentado pelo vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Lúcio Vieira Lima, e aprovado por unanimidade pelos membros da comissão. Serão ouvidos em audiência pública o lobista e ex-diretor da BR Distribuidora Jorge Augusto Henrique (acusado de ser o líder do esquema) e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada.

"A Comissão agora vai enviar o convite aos dois. Vou procurar saber amanhã (quinta-feira, 15) quando o convite será enviado e para qual data. A legislação determina convocação apenas para ministro. Mas se alguém for convidado e não comparecer, já é um indício ruim, pois sinaliza que é alguém que não quer prestar esclarecimentos", disse Lúcio.

Para o peemedebista, a decisão do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU) de investigar o suposto esquema coloca os dois acusados contra a parede. "Se você não tem nada a temer, comparece "à audiência". Mas isso (investigação) já é um indício ruim".

Lúcio Vieira Lima não falou mais sobre o posicionamento do presidente da Câmara e seu correligionário Henrique Eduardo Alves de instalar ontem mais uma CPI totalizando cinco (número máximo permitido de comissões acontecendo simultaneamente), o que regimentalmente torna quase impossível a instalação da CPI da Petrobras agora, mas afirmou que existem deputados "que defendem a votação de um projeto de resolução", que poderia permitir uma sexta comissão simultânea.

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