Catalão tem déficit de 759 vagas em escolas

Gestão do tucano Jardel Sebba alega que o antecessor tirou cerca de 50 professores da sala de aula e os incumbiu de outras funções; “Há casos de concursados que estão prestando serviço em Goiânia”, denuncia o secretário da Educação, Sousa Filho (foto)

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Goiás247_ A gestão do PSDB na Prefeitura de Catalão alega que os antecessores do PMDB deixaram déficit de 759 vagas na rede básica de ensino. A administração cita dados divulgados pela Secretaria de Educação. Os números são preliminares e devem aumentar, segundo o órgão, uma vez que muitos pais perderam prazo de inscrição e só agora começam a reivindicar matrículas para os filhos.

“Tentamos minimizar o problema, mas a solução definitiva só virá com planejamento e a construção de novas unidades", lamenta o secretário municipal de Educação, Sousa Filho. O secretário afirma ainda que, apesar do enorme déficit, a gestão do ex-prefeito Velomar Rios (PMDB) teria tirado cerca de 50 professores da sala de aula e os incumbiu de funções diferentes daquela para a qual foram contratados - ensinar alunos.

O prefeito Jardel Sebba (PSDB) determinou o retorno imediato dos servidores às escolas. Os professores que retornaram vão receber turmas que somam aproximadamente 900 estudantes. Mesmo assim, em algumas unidades faltam professores. Houve reação contrária. Muitos funcionários dirigiram-se para porta da Secretaria, com objetivo de contornar a decisão. A resposta foi negativa.

“Esses profissionais passaram em concurso para Educação, então a função deles é dar aulas. Há casos de concursados que estão prestando serviço em Goiânia, outros em variadas secretarias, menos na sala de aula, que é onde deveriam estar”, afirma Sousa Filho. A mesma medida foi tomada pelo secretário estadual de Educação, Thiago Peixoto, e resultou em avanços significativos para rede fundamental de ensino.

De acordo com Sousa Filho, há 203 professores aprovados no último concurso da Educação, realizado em setembro de 2011, e que poderiam suprir parte do déficit que existe na pasta. No entanto, o cenário de austeridade e de grave crise financeira, segundo a prefeitura, não permitiria o inchaço da folha salarial do funcionalismo.

“Não tenho coragem de pedir ao prefeito para chamar os concursados, porque essa administração tem responsabilidade com o dinheiro público", diz o secretário. "Não vamos sustentar funcionário pela educação, sem ele dar aula. Isso não vai acontecer. Após um mapeamento da situação, e com os professores no lugar onde têm que estar é que veremos a necessidade disso”.

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