Celg e Eletrobras firmam Termo de Entendimento
No que promete ser, enfim, a solução definitiva para a crise na companhia, protocolo assinado entre o governador Marconi Perillo e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, determina que o Tesouro Nacional fará aporte financeiro de R$ 1,9 bilhão à CelgPar, que repassará o montante para a Celg D promover investimentos na infraestrutura da empresa; também ficou acertado que a direção da Eletrobrás virá a Goiás para anunciar um plano de investimentos na empresa
Goiás247_ O governador Marconi Perillo (PSDB) considerou o Termo de Entendimento do acordo entre Celg e Eletrobrás um “divisor de águas” na história da empresa. Na prática, o acordo vai permitir a injeção de um recurso algo próximo a R$ 1 bilhão na empresa, entre 2014 e 2015. Num primeiro momento, o Estado aportaria um volume maior de recursos que o governo Federal. Segundo o governador, nos últimos dois anos, o governo de Goiás realizou diligências para formulação do acordo final.
Pelo protocolo assinado com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o Tesouro Nacional fará um aporte financeiro de R$ 1,9 bilhão à CelgPar, que repassará o montante para a Celg D promover investimentos na infraestrutura da empresa. De acordo com o governador, ficou acertado na reunião de hoje, no Ministério das Minas e Energia, em Brasília, que a direção da Eletrobrás virá a Goiás para anunciar um plano de investimentos na empresa.
Na coletiva, Marconi destacou que o governo de Goiás, nos últimos três anos, foi capaz um “planejamento revolucionário” na área de estradas e saneamento básico e só faltava a questão da energia, para complementar o tripé. “A partir de agora vamos ter investimentos para o consumidor residencial, industrial e rural”, disse. Mesmo sem esses investimentos, observou que o PIB goiano tem experimentado um crescimento duas vezes e meia maior que o nacional.
No acordo de premissas, explicou Marconi, a Celg está sendo avaliada pelo que ela vale até 2015, quando termina o atual contrato de concessão. “Havendo a prorrogação, que temos certeza que acontecerá a partir desse acordo, a empresa terá uma valorização grande, muito importante para valorizar e qualificar as ações do governo estadual (49%) e da Eletrobrás (51%)”.
Na avaliação do governador, o governo federal não aceitaria realizar a prorrogação sem que houvesse o acordo com relação à divisão das ações. Em resumo: a Eletrobrás entra como sócia e à medida que houver a valorização em função da renovação do contrato de concessão, a ser ofertado pelo governo Federal, consequentemente as partes vão se beneficiar com o crescimento da empresa.
Marconi ponderou ao ministro que gostaria que todos os prazos da transferência fossem encurtados. Ele prevê que por volta do mês de maio deste ano todo o processo esteja concluído. “A Celg era uma até hoje. A partir deste acordo será outra”, sintetizou Marconi, para quem o governo estadual tomou todas as medidas para que a mudança do controle acionário fosse efetivamente realizada.