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Celg nega que corte de energia em Guapó tenha motivação política

Na semana passada, companhia energética cortou o fornecimento de energia para a prefeitura de Guapó, comandada por Luiz Juvêncio, do PMDB (na foto); peemedebistas disseram que a ação teve cunho político; empresa é comandada pela Eletrobras, que também indica o presidente; Celg afirma que um acordo em 2006 parcelou dívida de R$ 3 milhões da prefeitura e que o valor mensal deixou de ser pago a partir de janeiro de 2013, início da gestão de Juvêncio; ele alega que não tem dinheiro para quitar o débito

luiz juvencio (Foto: José Barbacena)

Goiás247 - Na semana passada, a Celg cortou a energia da prefeitura de Guapó, município da Grande Goiânia, por falta de pagamento. A poder municipal tem uma dívida de quase R$3 milhões com a companhia energética e o atual prefeito Luiz Juvêncio (PMB) diz que não tem condições de pagar a conta.

Integrantes do PMDB alegaram que o corte de fornecimento de energia na prefeitura teve motivação política e seria um ato revanchista do governo do Estado. A administração estadual se defende e justifica que a Celg é federalizada. Portanto, o atual presidente da companhia, Leonardo Lins, foi indicado pela Eletrobras, uma empresa gerida pelo governo federal. ACelg nega que ação de suspender o fornecimento de energia elétrica tenha cunho político.

Em março de 2006, o então prefeito de Guapó, Colemar Cardozo, assinou um termo de acordo em que reconhece dívida de R$ 3 milhões com a Celg – referente ao período de maio de 1997 a fevereiro de 2006.

Ficou acertado o parcelamento da dívida em 144 parcelas sucessivas de R$ 21 mil. O documento foi assinado pelo presidente da Celg na época, André Rocha, e o prefeito Colemar. O acordo diz que os valores das prestações serão pagos mediante compensação de créditos de ICMS. O termo também informa que o pagamento das prestações não isenta a prefeitura de quitar futuras despesas mensais de energia.

A Celg informa que os pagamentos mensais da dívida de R$ 3 milhões foram feitos até dezembro de 2012 – o que coloca a gestão de Luiz Juvêncio como devedora de todo o ano de 2013. O termo assinado em 2006 diz que o atraso de três meses nas parcelas resultaria na nulidade do acordo. Juvência afirma que não tem condições de pagar. No dia do corte, ele mandou trabalhadores da prefeitura religarem a energia e ressaltou que lá era a prefeitura quem mandava.