Centrais protestam contra reforma
Representantes de centrais sindicais e de movimentos sociais realizaram um protesto, em Maceió, para chamar a atenção da sociedade para a possibilidade de alguns direitos dos trabalhadores serem perdidos com uma reforma trabalhista que está sendo planejada pelo governo do interino Michel Temer (PMDB); projeto de lei que tramita na Câmara Federal prevê que as empresas não precisam cumprir o que está na legislação, mas, sim, o que for acordado individualmente com os trabalhadores
Alagoas 247 - Representantes de centrais sindicais, entidades e de movimentos sociais fizeram um protesto, na manhã desta terça-feira (16), para chamar a atenção da sociedade para a possibilidade de alguns direitos dos trabalhadores serem perdidos com uma reforma trabalhista que está sendo planejada pelo governo em exercício de Michel Temer (PMDB).
O ato teve concentração no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa) e uma passeata estava prevista pela Avenida Fernandes Lima, no Farol, em Maceió, até a Casa da Indústria.
A mobilização é nacional e, em Alagoas, está sendo liderada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A presidente da entidade no estado, Rilda Alves, ressalta que a intenção é fazer com que a população reflita sobre as iminentes perdas trabalhistas.
"Esse ato é contra o retrocesso imposto por esse governo interino, que quer privatizar o SUS e reformar a Previdência e a CLT [Consolidação de Leis Trabalhistas], retirando os diretos que já foram conquistados", destaca.
Ela citou o projeto de lei que está na Câmara Federal e prevê que as empresas não precisam cumprir o que está na legislação, mas, sim, o que tenha sido acordado individualmente com os trabalhadores.
"É um projeto que retira nossos direitos e deixa os trabalhadores vulneráveis, inclusive para sofrer represálias das empresas. Tudo que conquistamos até agora será perdido caso esse projeto seja aprovado", avalia. Segundo Rilda, a parada dos manifestantes na Casa da Indústria tem um motivo relevante. "Lá é a 'casa dos empresários alagoanos'".
A coordenadora nacional do Movimento Via do Trabalho (MVT), Sâmia Soares, lembrou que a finalidade é protestar também contra os direitos sociais que já foram perdidos.
"É um protesto pacífico e não temos a intenção de causar problemas. Estamos reunidos, tanto os sindicatos do campo quanto os da cidade, contra a deterioração dos direitos. O presidente interino quer mexer na Previdência, já cortou o Ministério do Desenvolvimento Agrário [MDA], tornou várias secretarias vinculadas e retirou a representatividade das mulheres", comenta.
Participam todas as centrais sindicais, e os sindicatos filiados a elas, além de movimentos sociais. No começo da manhã, integrantes do Sindicato dos Petroleiros de Alagoas se concentraram na entrada do Porto de Maceió para reforçar o ato. Após um período na concentração, eles decidiram se unir aos demais sindicalistas no protesto marcado para o Cepa.
Com gazetaweb.com