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“Cercar o Masp, não”, diz Marta. "PM 24 horas, sim"

Para afastar população de rua, drogados e traficantes, curador do Museu de Arte de São Paulo – o mais importante do País – pede que Iphan coloque cerca em torno do vão livre projetado por Lina Bo Bardi, no coração da avenida Paulista; Estadão compra ideia em editorial; mas ministra da Cultura vê solução melhor; "Nossa missão é preservar o patrimônio histórico, não fazer cercas que desfigurem esse patrimônio", assinala Marta Suplicy; "Basta haver policiamento 24 horas para que o Masp fique protegido"; palavra, assim, está com o governador Geraldo Alckmin, que já prometeu o policiamento, mas ainda não cumpriu

Para afastar população de rua, drogados e traficantes, curador do Museu de Arte de São Paulo – o mais importante do País – pede que Iphan coloque cerca em torno do vão livre projetado por Lina Bo Bardi, no coração da avenida Paulista; Estadão compra ideia em editorial; mas ministra da Cultura vê solução melhor; "Nossa missão é preservar o patrimônio histórico, não fazer cercas que desfigurem esse patrimônio", assinala Marta Suplicy; "Basta haver policiamento 24 horas para que o Masp fique protegido"; palavra, assim, está com o governador Geraldo Alckmin, que já prometeu o policiamento, mas ainda não cumpriu (Foto: Sheila Lopes)

Marco Damiani 247 – Mais uma polêmica está instalada em torno do museu mais importante do País – o Masp com seu vão livre projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi. Mendigos e usuários de drogas como o crack têm ocupado o espaço que, na prática, funciona como uma praça protegida em pleno coração de São Paulo. Esses contingentes, é claro, têm incomodado a direção do museu que vê, inclusive, a frequência de público baixar em seus salões em razão dos riscos e incômodos provocados pela permanência cada vez maior da população de rua no local.

Na tentativa de resolver o problema, o curador do Masp, Teixeira Coelho, defendeu que o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – coloque uma cerca em torno do famoso edifício. Isso, é claro, iria desfigurar o projeto original de Lina, além de retirar mais um espaço público de uma cidade carente em praças e jardins. O Iphan, por estas implicações, não acatou a sugestão.

"É um atraso essa posição, pois a São Paulo de hoje não é a mesma da época que o Masp foi inaugurado", disse Teixeira Coelho. O jornal O Estado de S. Paulo, em editorial publicado na quarta-feira 20, comprou a ideia e cobrou a cerca.

Acionada por diretores do Masp para tentar resolver o problema, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, parece ter encontrado a solução mais correta. Ela orientou sua amiga Beatriz Mendes Gonçalves Pimenta Camargo, vice-presidente do Masp, a ajudá-la a convencer o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a posicionar uma unidade da PM 24 horas por dia debaixo do vão livre, como forma de garantir a segurança sem mudar a configuração do patrimônio histórico representado no prédio sem cercas.

"Não pode haver trasferência de responsabilidades", explicou Marta ao 247. "Entendo o desespero do curador do MASP, preocupado, naturalmente, em virtude do número de drogados e vendedores no vão do MASP, mas é lamentável dizer que posição do Iphan é atrasada". Para a ministra, "a missão do Iphan é preservar a maravilhosa arquitetura de Lina Bobardi e a da polícia do Estado é proteger os órgãos públicos. Nada de cerca no vão do Masp", cravou.

A palavra, assim, fica com o governador Geraldo Alckmin. Um dos pontos turísticos mais vistados de São Paulo, será que o Masp não merece que Alckmin cumpra promessas feitas anterioremente ao próprio Masp e, em definitivo, agora, fixe uma unidade da PM debaixo do vão livre mais famoso do País?

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