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Chefe do BB leva "tiro" no dia do seu aniversário

Adelmir Bendine (esq.), aniversariante, foi brindado com uma reportagem da revista poca que o coloca em apuros e prev sua substituio por Paulo Caffarelli (dir.), interlocutor de Marina Mantega, filha do ministro da Fazenda, no governo

Chefe do BB leva "tiro" no dia do seu aniversário (Foto: Divulgação)
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247 – Se o fogo amigo foi planejado, a execução se deu com requinte de crueldade. Neste sábado, 10 de dezembro, Adelmir Bendine, presidente do Banco do Brasil, faz aniversário. Dida, como ele é chamado pelos amigos, pretendia comemorar a data em família, sem maiores preocupações. Ex-office-boy, ele dedicou mais de três décadas ao Banco do Brasil até chegar à presidência. Na sua gestão, com uma política agressiva de concessão de créditos, o BB voltou a ser o maior banco do País, retomando uma posição que havia sido perdida para o Itaú Unibanco. Neste sábado, no entanto, Bendine entrou na linha de tiro. Uma reportagem da revista Época (leia mais aqui), revela que ele está na mira de Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, em razão da compra do Banco Postal por R$ 2,3 bilhões.

De acordo com a reportagem, o erro de Bendine teria sido fechar a compra do Banco Postal sem uma “fairness opinion”, documento que atesta se o valor da aquisição seria justo ou não. Também de acordo com a reportagem, o Bradesco, que detinha a concessão para operar o Banco Postal nos mais de 6 mil pontos dos Correios, teria considerado o preço pago pelo Banco do Brasil “irracional”. Só que há um detalhe: o Bradesco ofereceu R$ 2,25 bilhões, apenas R$ 50 milhões a menos do que o Banco do Brasil – uma diferença de apenas 2,2%.

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Na reportagem, há também uma declaração em “on”, do vice-presidente da Caixa Econômica Federal, José Henrique da Cruz. “Achávamos que venceríamos com R$ 1,8 bilhão”, diz ele. É a típica declaração aparentemente “neutra”, mas calculada para colocar em maus lençóis o presidente do BB. Ela só não funciona porque a Caixa tem muito mais a explicar com a compra do Panamericano do que o BB com a aquisição do Banco Postal.

Guerra interna

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No fim da reportagem, depois da lembrança de que Bendine adquiriu um apartamento no interior de São Paulo pagando em dinheiro vivo, comenta-se que ele poderá ser substituído pelo vice-presidente Paulo Caffarelli. Mais fogo amigo no governo Dilma?

No início de 2011, vários blogs plantaram notas de que Caffarelli substituiria Bendine ainda no primeiro ano de governo. De todos os executivos do Banco do Brasil, é o mais próximo ao ministro da Fazenda Guido Mantega, a quem Nelson Barbosa é subordinado.

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Caffarelli chegou até a ser alvo de um dossiê elaborado por petistas ligados ao sindicato dos Bancários, da ala de Ricardo Berzoini e Sérgio Rosa, sobre suas estranhas ligações com a filha de Mantega, a ex-modelo e ex-atriz Marina Mantega. Caffarelli seria a pessoa encarregada de encaminhar os pedidos de Marina dentro do Banco do Brasil.

Naquele episódio, Bendine deu apoio total a Cafarelli e todos os executivos ligados a Berzoini foram demitidos do BB. Resta ver se, agora, a recíproca será verdadeira.

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