Chefe do Iphan da Bahia já havia sido imposto à força por Geddel

A articulação de Geddel Vieira Lima junto ao ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para interferir nas decisões do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na Bahia começou bem antes do episódio que levou à saída de ambos do governo; meses antes, a nomeação de Bruno Tavares —que aprovou a construção do polêmico espigão La Vue—para o Iphan da Bahia foi obra do ex-ministro da Secretaria de Governo

Geddel Vieira Lima
Geddel Vieira Lima (Foto: Giuliana Miranda)

Bahia 247 - A articulação de Geddel Vieira Lima junto ao ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para interferir na decisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na Bahia começou bem antes do episódio que levou à saída de ambos do governo. Meses antes, a nomeação de Bruno Tavares —que aprovou a construção do polêmico espigão La Vue—para o Iphan da Bahia foi obra do ex-ministro da Secretaria de Governo. 

As informações são de Sonia Racy no Estado de S.Paulo. 

"E a maneira como fez isso mostra o modus operandi do ex-articulador de Temer. Pelo que apurou a coluna, no dia 6 de junho Marcelo Calero – no MinC há 13 dias – recebeu um cartão timbrado de Geddel pedindo-lhe que exonerasse Fernando Ornellas, então titular do Iphan baiano. Motivo? Dizia apenas… “em face às novas diretrizes governamentais”.

Novo cartão chegou ao ministro duas semanas depois – desta vez Geddel lhe remetia o currículo de Tavares para o lugar de Ornellas. Para não deixar dúvidas, a linha final, em negrito, dizia: “Informo que encaminhamos o nome para a Casa Civil”. Ou seja, o martelo já estava batido.

Tavares é ligado a Carlos Amorim, que comandou o Iphan baiano de 2008 a 2015 – ano em que Juca Ferreira afastou os dois. E foram eles que, ainda no instituto, autorizaram o polêmico La Vue."

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