Chinaglia se reúne com governador e bancada federal
Candidato a presidência da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) chega amanhã a Fortaleza. Participa de audiência com o governador Camilo Santana (PT) e almoço com a bancada federal do estado. O vice-presidente nacional do PT e deputado federal José Guimarães falou ao Ceará 247 sobre a campanha do petista, que diz "reunir os melhores predicados".
Ceará 247 - Um dos nomes fortes na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) desembarca em Fortaleza nesta terça-feira (13/1), após passagem pelo Piauí. Na agenda, uma audiência com o governador Camilo Santana (PT) e um almoço com a bancada local.
De acordo com o deputado federal e vice-presidente nacional do PT, José Guimarães, a candidatura do correligionário começou com dificuldades, mas caminha a passos largos para a vitória. "Essas visitas fazem parte de um processo de consolidação da candidatura em vários estados, especialmente no Nordeste. É uma candidatura que tem estatura política e moral, e reúne os melhores predicados para presidir a Câmara Federal. Estamos trabalhando muito", disse ao Ceará 247.
A respeito do apoio do PMDB, que tem como candidato Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro, Guimarães não demonstrou preocupação. "A candidatura do Arlindo não é só do PT, representa um espectro político amplo de forças. É suprapartidária. Temos o apoio de todos os partidos e estamos certos de uma ida para o segundo turno ou de vencermos no primeiro", afirma ele, que classifica como "imprevisível" o peso do terceiro candidato, Julio Delgado (PSDB-MG) em um possível segundo turno.
Disputa acirrada
O jornal O Estado de S. Paulo destacou recentemente que o Palácio do Planalto tem como objetivo eleger Arlindo Chinaglia. Para isso, ministros como Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Jaques Wagner (Defesa) e Cid Gomes (Educação) vêm procurando parlamentares de todos os partidos para pedir votos em Chinaglia. O argumento usado será de que é preciso fortalecer os partidos menores, criando blocos que no futuro possa se tornar legendas grandes. A publicação afirma ainda que, com 160 deputados eleitos e dividida entre as candidaturas do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), a oposição será o fiel da balança em um eventual segundo turno.
Já o Correio Brasiliense noticia que, um dia depois de o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, dizer que o governo não interfere em questões administrativas da Câmara dos Deputados, aliados do governo receberam a sinalização de que a nomeação de cargos do segundo escalão somente sairá depois do resultado da eleição.
A eleição está marcada para as 18h do dia 1º de fevereiro. Para se eleger, o candidato precisa de, no mínimo, 257 votos.