"Circunstâncias" fazem Leomar desistir de candidatura a federal
A dobradinha de Marcelo Miranda, candidato ao governo, com a esposa Dulce Miranda (PMDB) à Câmara, e da senadora Kátia Abreu (PMDB) com o filho e deputado federal Irajá Abreu (PSD) candidato à reeleição pode ter sido a causa da primeira baixa entre os candidatos a federal na Nova Aliança, formada por PMDB, PSD, PT e PV; “Vou dar um outro rumo para minha vida. As circunstâncias me recomendam ficar mais reservado e cuidar de outras coisas”, confidenciou Leomar Quintanilha; o deputado Osvaldo Reis também estaria analisando a possibilidade de não concorrer no pleito; Freire Júnior, do PV, já deixou claro que fica difícil continuar com o discurso da "mudança" com as candidaturas de parentes na majoritária e na proporcional
Tocantins 247 – A dobradinha do candidato a governador pelo PMDB, Marcelo Miranda, com sua esposa Dulce Miranda para deputada federal, e a da candidata à reeleição no Senado, Kátia Abreu, com o filho Irajá Abreu (PSD) para a Câmara pode ter provocado a primeira desistência do grupo.
O ex-senador Leomar Quintanilha anunciou nesta quarta-feira, 3, que não vai mais disputar a vaga de deputado federal. “Vou dar um outro rumo para minha vida. As circunstâncias me recomendam ficar mais reservado e cuidar de outras coisas”, confidenciou Leomar, sem entrar em detalhes, ao Conexão Tocantins (leia aqui). Na eleição de 2010, Leomar se candidatou a deputado federal, mas os 15.938 votos que recebeu não foram suficientes para elegê-lo.
O ex-presidente do PMDB é um dos candidatos na proporcional que estão insatisfeitos com o que está sendo chamado de “familiocracia” na Nova Aliança, formada por PMDB, PSD, PT e PV. Além dele, o deputado federal Osvaldo Reis também estaria avaliando a possibilidade de não concorrer ao pleito.
Outro parlamentar incomodado com as candidaturas dos parentes da majoritária é o deputado estadual Freire Júnior, candidato a deputado federal pelo PV. “Nós estamos com o discurso de mudança, de valorização e fortalecimento das instituições e essa situação está gerando muito desconforto, até pela pressão do eleitor, pela leitura que pode ser feita, de que há uma familiocracia nessa coisa. E isso não fortalece, não reforça esse nosso discurso. Até penso que prejudica”, disse Freire ao Tocantins 247 (leia aqui).
Com a saída de Leomar Quintanilha, a chapa de proporcionais da oposição tem ainda Josi Nunes (PMDB), Carlos Gaguim (PMDB), Freire Júnior (PV), Irajá Abreu (PSD), Dulce Miranda (PMDB), além de outros candidatos menos conhecidos ou que integram partidos da base do governador Sandoval Cardoso mas estarão no palanque da oposição.