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Ciro: “Aécio foi a maior decepção que já tive”

Pré-candidato a presidente da República pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes (CE) bateu duro no senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), gravado pedindo R$ 2 milhões em propina para a JBS; "Para mim foi uma das mais profundas decepções da minha vida pública. O jornalismo mineiro sabe da minha relação antiga de amizade com o Aécio, apesar de divergências de um tempo para cá incontornáveis", disse; ao comentar sobre as chances de Michel Temer continuar no Palácio do Planalto, Ciro afirmou que as "chances serão ciclicamente evidenciadas de que ele não tem a menor estatura moral, a menor compostura, a menor condição pessoal, muito menos política, de governar uma nação como o Brasil"

Ciro Gomes (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - Pré-candidato a presidente da República pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes (CE) bateu duro no senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), gravado pedindo R$ 2 milhões em propina para a JBS - o tucano terá o pedido de prisão julgado nesta terça-feira (20).

"Para mim foi uma das mais profundas decepções da minha vida pública. O jornalismo mineiro sabe da minha relação antiga de amizade com o Aécio, apesar de divergências de um tempo para cá incontornáveis. Mas eu ajudei o Tancredo Neves na eleição do Colégio Eleitoral ainda já como deputado estadual, e conheço o Aécio desde então, jovem secretário particular do Tancredo. Para mim, é absolutamente chocante e talvez a maior decepção que já tive na minha longa vida pública", afirmou Ciro durante entrevista ao jornal O Tempo.

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Ao comentar sobre as chances de Michel Temer continuar no Palácio do Planalto, Ciro afirmou que as "chances serão ciclicamente evidenciadas de que ele não tem a menor estatura moral, a menor compostura, a menor condição pessoal, muito menos política, de governar uma nação como o Brasil".

"É a primeira vez na história que um presidente da República pode responder a um inquérito por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro. Todo dia salta uma denúncia nova, e ele simplesmente não responde, evita responder as perguntas, porque sabe que é culpado de tudo isso, aliás coisa que eu já denuncio há mais de 15 anos", disse.

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"Não sei se ele vai conseguir se sustentar, porque hoje há uma dissociação absurdamente selvagem entre a opinião pública brasileira e o estamento político, majoritariamente em Brasília. É inacreditável que um partido como o PSDB, por exemplo, diante de tantas evidências, continue agarrado na alça desse caixão. Mas eu acredito que é preciso lutar para tirar esse homem daí", acrescentou.

Ao ser questionado se acreditar na viabilidade da eleição direta este ano, o pré-candidato afirmou que "isso depende". Segundo ele, "o milagre da política é que, quando os homens querem, inspirados pela maioria popular, tudo se resolve".

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"Nós enfrentamos toicinho com mais cabelo, dificuldades muito mais graves, e havia estatura dos homens da bata, vários deles mineiros, mas o maior de todos, naquela data, Tancredo Neves. Não foi fácil a costura. Ali havia ameaça sistemática de recrudescência da própria ditadura militar e, com habilidade e coragem, foi costurado", continuou.

"Infelizmente agora apodreceu de um jeito tal o estamento político brasileiro, e o colapso da federação também – a própria Minas Gerais ilíquido, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo extremamente debilitado financeiramente, mais 17 Estados do Brasil. Tudo isso é um encontro terrível de circunstâncias que o senhor Michel Temer está explorando com o maior despudor e sem nenhum republicanismo. Vamos ver".

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