CNMP foi 'induzido ao erro', dizem promotores
Em nota divulgada à imprensa nesta quarta-feira, 17, promotores afirmaram que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foi "induzido ao erro" na decisão que suspendeu os depoimentos do ex-presidente Lula e da mulher dele, Marisa Letícia, sobre suposta propriedade de um apartamento em Guarujá (SP); membros do Ministério Público afirmam que vão tentar reverter a decisão "para que possam cumprir o objetivo de apurar os graves fatos envolvendo pessoas que se consideram acima e à margem da lei, algo que não pode ser subtraído da honesta sociedade civil brasileira"
SP 247 - Em nota divulgada à imprensa nesta quarta-feira, 17, promotores afirmaram que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foi "induzido ao erro" na decisão que suspendeu os depoimentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da mulher dele, Marisa Letícia, sobre suposta propriedade de um apartamento em Guarujá (SP).
Os membros do Ministério Público afirmam que vão tentar reverter a decisão "para que possam cumprir o objetivo de apurar os graves fatos envolvendo pessoas que se consideram acima e à margem da lei, algo que não pode ser subtraído da honesta sociedade civil brasileira".
Os promotores argumentam que a destinação do caso para o Cassio Conserino, autor da intimação a Lula e Marisa, obedeceu a uma regra do próprio CNMP, prevista no artigo 3º da resolução 13/06 do órgão.
Os promotores também rebateram a acusação de aliados de Lula de que o promotor fez antecipação de juízo ao declarar publicamente já ter indícios para denunciar Lula à Justiça criminal. Sobre o tema, os promotores argumentaram que "apenas foram divulgados fatos e informações de interesse público, sem que isso possa gerar qualquer suspeição dos promotores de Justiça condutores da investigação".