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Collor, Tavares e Renan lideram no Facebook

As redes sociais tem sido uma aposta dos candidatos ao governo e Senado Federal em Alagoas; nas páginas oficiais no Facebook, o senador Fernando Collor (PTB), que concorre à reeleição, é líder em número de seguidores; em segundo está Eduardo Tavares (PSDB), em terceiro Renan Filho (PMDB); que disputam o governo alagoano

As redes sociais tem sido uma aposta dos candidatos ao governo e Senado Federal em Alagoas; nas páginas oficiais no Facebook, o senador Fernando Collor (PTB), que concorre à reeleição, é líder em número de seguidores; em segundo está Eduardo Tavares (PSDB), em terceiro Renan Filho (PMDB); que disputam o governo alagoano (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Os candidatos ao governo de Alagoas e ao Senado Federal apostam nas redes sociais para conquistar a preferência dos eleitores. Isso é o que nos mostram as "fanpages", que são as páginas oficiais deles no Facebook, nas quais os internautas podem curtir e, assim, demonstrar que concordam com as ideias dos postulantes a cargos públicos. No estado, o senador Fernando Collor (PTB) é líder em número de seguidores. Em segundo lugar está Eduardo Tavares (PSDB) e, em terceiro, Renan Filho (PMDB).

Collor (PTB), que concorre à reeleição ao Senado Federal, tem 68.707 seguidores. O parlamentar apresenta um número de seguidores superior ao de candidatos ao governo do Estado e não é superado por nenhum dos que disputam a eleição majoritária em Alagoas.

Em seguida, vêm os postulantes ao governo Eduardo Tavares (PSDB), com 67.826, e Renan Filho (PMDB), com 60.695. O também candidato ao Senado Federal Ômar Coelho (PSDB) aparece logo depois, com 24.828.

A lista continua com o candidato Benedito de Lira (PP), que concorre ao cargo de governador, com 24.325 seguidores. Os postulantes ao Senado Heloisa Helena (Psol), com 15.651, e Elias Barros (PTC), com 1.083, vêm logo atrás, além de Mário Agra (Psol), que busca o poder executivo estadual, com 216. Os dados foram consultados até as 18h35 desta segunda-feira (7).

Já os demais candidatos às eleições majoritárias – Marcos Barros Aguiar (PTN), Oldemberg Paranhos (PRTB), Eduardo Magalhães (PSDB), Marcos Antônio Brito (PEN), Luciano Balbino (PTN), Golbery Lessa (PCB), Jeferson Piones (PRTB), Adroaldo Freitas (PEN) e Joathas Lins (PTC) – não possuem "fanpages". Eles contam com páginas pessoais, que não disponibilizam o número de "amigos" para quem não é aceito pelo candidato.

Para Luiz Dantas, publicitário e professor da Universidade Federal de Alagoas, as redes sociais terão papel importante nas eleições deste ano. "Já estamos na terceira eleição onde essas redes serão fundamentais. O papel delas é cada vez mais forte. Elas começaram com timidez, mas estão cada vez mais incorporadas nas candidaturas, que a cada dia dão mais importância a essas mídias", explica.

Ele destaca que a influência é maior entre as classes sociais mais altas. "Esse papel delas só não é maior devido à difusão da internet no Brasil, que ainda não é tão grande entre todas as classes sociais e isso acaba inibindo um pouco esse processo. Ainda assim, entre os jovens mais ligados à internet, a participação será maior", complementa o professor.

O advogado Marcelo Brabo, especialista em Direito Eleitoral, lembra que as regras para uso das redes sociais durante as eleições ainda não estão totalmente claras, mas devem seguir as regras da Justiça Eleitoral. "Os candidatos já não podem, por exemplo, fazer aquela publicidade paga do Facebook para angariar seguidores, já que qualquer tipo de publicidade paga já está vedada".

As punições para os que infringirem a lei vão desde multa até a inelegibilidade, possibilidade mais difícil, segundo Brabo, mas ainda assim existente de acordo com a gravidade do caso. Ele diz que os postulantes a cargos públicos devem ter atenção na utilização das redes sociais acabam, já que elas não possuem um regramento próprio para o uso nessa época.

"Esse regulamento ainda é muito superficial e, por isso, são aplicadas as normas gerais da Justiça Eleitoral e do Tribunal Superior Eleitoral. O uso dessas mídias é matéria nova, tanto que não temos leis específicas para isso. Serão seguidas as leis atuais e os candidatos devem conhecê-las para não cometerem nenhum ato ilegal. No mais, o uso vai ser observado pela Justiça, com a experiência do dia-a-dia."

Com gazetaweb.com