Com 12 mil focos de incêndio, desmatamento avança no Cerrado durante a pandemia do coronavírus

O Cerrado sofre com o avanço do desmatamento provocado, principalmente, pelo setor agropecuário, que já ocupa 40% das terras, segundo estudo da organização não governamental internacional WWF-Brasil

Aumenta desmatamento no Cerrado
Aumenta desmatamento no Cerrado (Foto: Agência Fapesp)
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Nayá Tawane, Brasil de Fato | Brasília (DF) - O Cerrado é um dos maiores e mais importantes biomas brasileiros, com uma biodiversidade que ocupa 12% do território nacional e sustenta diversas comunidades indígenas e quilombolas. Esse bioma, no entanto, sofre com o avanço do desmatamento provocado, principalmente, pelo setor agropecuário, que já ocupa 40% das terras, segundo estudo da organização não governamental internacional WWF-Brasil.

Os meses de julho e agosto são marcados por constantes queimadas e hoje já somam 12 mil focos de fogo. De acordo com o brigadista ambiental Matheus Rocha, que atua no combate aos incêndios, na maioria das vezes, o fogo é potencializado por ações criminosas para criar pasto para o agronegócio.

“São pessoas que têm interesse em desmatar uma área para agricultura em larga escala, para grilagem de terra ou para fazer pasto. Essas pessoas acabam ateando fogo no cerrado e causando incêndios florestais", afirma Rocha.

Conhecido como o berço das águas, o Cerrado possui nascentes importantes que abastecem todo o território brasileiro, como o Rio São Francisco e o Rio Tocantins.

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