Com 15% no bolso, professores em "greve política"
Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal mantém radicalização; greve e passeata tumultuam vida da maior metrópole do país em dia em que motoristas de ônibus expulsaram passageiros de coletivos e fecharam os principais terminais na marra; prefeito Fernandio Haddad tornou salário-base dos professores municipais, de R$ 3 mil, o melhor do Brasil, com abono de 15% sobre o piso salarial e 13% para as demais faixas; mas direção da categoria exige incorporação imediata, o que a Prefeitura só pode conceder, de acordo com a Secretaria de Finanças, a partir do próximo ano; ideia do comando grevista é fazer protesto político contra Haddad, sem deixar claro o porque da violência contra a cidade
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
Em greve, os professores municipais de São Paulo fizeram hoje (20) uma passeata, saindo da Avenida Paulista em direção à prefeitura, no centro da cidade. Eles reivindicam a incorporação de um abono de 15,38% ao salário. De acordo com o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal, atualmente, o bônus é pago a 16 mil dos 94 mil profissionais do setor.
Nas negociações, o sindicato defendeu a incorporação gradual do abono, mas, segundo a entidade, a proposta não foi aceita pela prefeitura.
"A greve vai continuar porque o governo mantém uma posição de intransigência. Hoje, temos mais de 15 mil pessoas nas ruas e a greve continua aumentando por causa dessa intransigência", disse o presidente do sindicato, Cláudio Fonseca.
A Polícia Militar não tem uma estimativa de participantes da passeata. Em nota, divulgada no último dia 13, a Secretaria Municipal de Educação informou que o prefeito Fernando Haddad encaminhou um projeto de lei para aumentar o piso salarial dos professores, gestores e do quadro de apoio à educação em 15,38%. A medida elevará para R$ 3 mil o piso dos professores com jornada semanal de 40 horas-aula retroativamente a 1º de maio, segundo a secretaria.
