Com 60% dos votos anulados, Camamu pode ter nova eleição
A legislação eleitoral brasileira determina realização de novas eleições em locais onde o percentual de votos válidos não passe de 50%; na cidade do baixo sul baiano, somando os votos de Emiliana de Zequinha da Mata (PP) e de Chico Vasconcelos (PMDB), o total é de apenas 39,88%
Bahia 247
Com o percentual de votos nulos na casa dos 60%, o município de Camamu, no Baixo Sul do estado, pode ter nova eleição ainda neste ano. A Justiça Eleitoral anulou os votos dos camamuenses em Ioná Queiroz (PT), ex-prefeita destituída no primeiro semestre de 2012 inelegível por abuso de poder econômico e político; em seu sucessor Américo José da Silva (PSD)- atual prefeito, na lista de ficha suja do Tribunal de Contas da União (TCU); e em Idalina Rocha de Miranda (DEM), impugnada por não apresentar as contas eleitorais de 2008.
"As candidaturas seguem com recursos. Caso sejam julgados improcedentes e, mantendo isso, passando de 50% os votos nulos, haverá novas eleições", disse o juiz da 78ª Zona Eleitoral, no município, João Paulo Guimarães Neto, em entrevista ao Bahia Notícias.
Os únicos candidatos aptos no domingo (7) eram Chico Vasconcelos (PMDB) e Emiliana de Zequinha da Mata (PP), indicada na eleição pelo ex-prefeito José Raimundo Assunção Santos (PP), o Zequinha da Mata, que chegou a concorrer no início, mas foi proibido de disputar o pleito devido à falta de quitação eleitoral e à rejeição de contas dos anos de 2000 e 2001. Zequinha apresentou sua irmã na tarde do sábado (6), véspera da eleição.
Contudo, a progressista teve 86,8% dos votos válidos, contra 13,2% do peemedebista. A legislação eleitoral brasileira determina realização de novas eleições em locais onde o percentual de votos válidos não passe de 50%. Somando os votos de Emiliana e de Chico, o total é de apenas 39,88%.
