Com Carnaval, MP e Saúde Estadual pressionam por reabertura de UPAs

Com as duas unidades de pronto-atendimento (UPAs) Nestor Piva e Fernando Franco, de Aracaju, interditadas por falta de condições de trabalho, ausência de medicamentos e instalações físicas precárias, a Promotoria dos Direitos à Saúde do Ministério Público de Sergipe e a Secretaria Estadual da Saúde pressionam a prefeitura da capital a buscar um acordo com as entidades de saúde para reabrir os dois hospitais durante o Carnaval, diante do iminente aumento da demanda; secretária municipal da Saúde, Leane de Carvalho Machado, informou que as medidas estão sendo tomadas para reativar as unidades de saúde

Com as duas unidades de pronto-atendimento (UPAs) Nestor Piva e Fernando Franco, de Aracaju, interditadas por falta de condições de trabalho, ausência de medicamentos e instalações físicas precárias, a Promotoria dos Direitos à Saúde do Ministério Público de Sergipe e a Secretaria Estadual da Saúde pressionam a prefeitura da capital a buscar um acordo com as entidades de saúde para reabrir os dois hospitais durante o Carnaval, diante do iminente aumento da demanda; secretária municipal da Saúde, Leane de Carvalho Machado, informou que as medidas estão sendo tomadas para reativar as unidades de saúde
Com as duas unidades de pronto-atendimento (UPAs) Nestor Piva e Fernando Franco, de Aracaju, interditadas por falta de condições de trabalho, ausência de medicamentos e instalações físicas precárias, a Promotoria dos Direitos à Saúde do Ministério Público de Sergipe e a Secretaria Estadual da Saúde pressionam a prefeitura da capital a buscar um acordo com as entidades de saúde para reabrir os dois hospitais durante o Carnaval, diante do iminente aumento da demanda; secretária municipal da Saúde, Leane de Carvalho Machado, informou que as medidas estão sendo tomadas para reativar as unidades de saúde (Foto: Valter Lima)
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Cândida Oliveira, do Jornal do Dia - Diante da gravidade de possível desassistência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Nestor Piva e Fernando Franco durante o carnaval, a Promotoria dos Direitos à Saúde do Ministério Público de Sergipe (MPE/SE) atendeu pedido da Secretaria de Estado da Saúde (SES) feito ontem, 27, e realizou audiência com as entidades médicas e representantes dos órgãos de saúde do estado e município de Aracaju para tentar um acordo entre os conselhos de medicina e de enfermagem reabrindo as unidades de pronto-atendimento que foram interditadas.

A secretária de Saúde de Aracaju, Leane de Carvalho Machado, informou durante a audiência as medidas que já foram tomadas para reativar as unidades de saúde. "Houve empréstimo de medicamentos em hospitais privados e unidades de saúde da Bahia, insumo e máscara chegam as UPAs amanhã (hoje), o laboratório voltou a funcionar e os aparelhos de ultra-som e autoclave já foram consertados. A única pendência é o aparelho de raio, que por falta de peças em Aracaju não conseguimos consertar", explicou.

O diretor do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Augusto Esmeraldo, participou da reunião e se comprometeu em receber os quatro pacientes das UPAs que estão em estado grave. Inclusive um deles foi transferido ainda na tarde de ontem.

Representantes dos conselhos de medicina e de enfermagem e a promotora Euza Missano realizaram a reinspeção na noite de quinta-feira na unidade de saúde Fernando Franco. O Nestor Piva recebe a equipe hoje, sexta-feira, às 12h.

Sentença - A promotoria de saúde do MPE/SE também divulgou sentença da Ação Civil Pública de regulação das UPAs. "Danos aos usuários dos serviços de saúde do Município de Aracaju que se encontram sem suporte médico-hospitalar, em situação, notadamente de urgência e emergência, nas unidades Nestor Piva e Fernando Franco, Zona Norte e Zona Sul respectivamente. Segundo o MPE sem atendimento adequado, a UPA compromete o funcionamento de todo Sistema Único de Saúde, uma vez que, o paciente grave, critico, deveria ser estabilizado nos hospitais municipais Fernando Franco e Nestor Piva, e depois encaminhados para o hospital de maior complexidade".

Estado - A secretária de Estado da Saúde, Joélia Silva Santos, externou, mais uma vez, ontem, a preocupação com a interdição ética nas duas Unidades de Pronto Atendimento em Aracaju. "Não podemos simplesmente fechar uma unidade sem planejar para onde serão migrados os atendimentos. Essa falha no funcionamento das UPAs tem acarretado uma grande demanda para o Huse de casos que não deveriam ser encaminhados àquela unidade. Como garantir o abastecimento de um Hospital como o Huse, se estamos atendendo demanda do Huse, Upas, Unidades Básica? Dessa forma, o que compramos para durar 15 dias vai se acabar em 5, e como ficará o abastecimento nesse intervalo? Porque estamos abastecendo de forma extra para garantir um pique de época de Carnaval em várias cidades do interior e com Carna Caju e Rasgadinho dentro do território de Aracaju e ainda com ofício já da secretária Leane Carvalho pedindo nosso apoio para montar a estrutura de um Posto Médico Avançado para disponibilização do Samu. Na hora que eu vejo essas equipes não poderem trabalhar nos equipamentos constituídos que são as UPAs, como nós vamos poder ter festejos carnavalescos dentro da Capital? Nós não temos como absorver isso", argumentou a secretária.

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