Com Déda, Sergipe já gerou mais de 100 mil empregos

Este é o melhor resultado que a economia sergipana já obteve se comparado a um período igual de tempo, em gestões passadas, em períodos anteriores, os empregos eram concentrados em Aracaju; na última gestão, 70% dos empregos foram originados apenas na capital; no Governo Déda (entre 2007 e 2012, período que está sendo considerado), a balança ficou equilibrada; essa estabilização só foi possível por conta da decisão do Governo em atrair empresas e induzir que elas se instalassem no interior do Estado

Com Déda, Sergipe já gerou mais de 100 mil empregos
Com Déda, Sergipe já gerou mais de 100 mil empregos

Cândida Oliveira, da ASN - O número de empresas e indústrias fixadas, a diversificação de seu campo industrial e os altos índices de geração de emprego comprovam que Sergipe se consolida como um polo de investimentos. Nos últimos sete anos, mais de 260 empresas se fixaram no Estado e receberam um investimento superior a R$ 998 milhões em incentivos fiscais. Essa é uma das áreas mais exitosas do governo Marcelo Déda com sua política de desenvolvimento econômico implantado em Sergipe. Um trabalho que resulta no apoio à geração de 100 mil empregos com carteira de trabalho assinada implantados entre os períodos de 2007 a 2012.

Importante ressaltar que das formas de inclusão social, talvez a mais relevante acontece por meio do emprego chamado ‘descente’. O descente se aplica porque conta com a oportunidade de emprego com carteira de trabalho assinada, o que resulta em benefícios sociais e previdenciários.

Segundo o assessor econômico do Governo, Ricardo Lacerda, 100 mil novos postos de trabalho gerados é o melhor resultado que a economia sergipana já obteve se comparado a um período igual de tempo, em gestões passadas. Ele chama a atenção para o equilíbrio dessas ocupações presentes na capital sergipana e no interior. “Em períodos anteriores, os empregos eram concentrados em Aracaju. Na última gestão, 70% dos empregos foram originados apenas na capital, nessa administração, a balança ficou equilibrada”, explicou.

Essa estabilização só foi possível por conta da decisão do Governo do Estado em atrair empresas e induzir que elas se instalassem no interior do Estado. Este fato gerou mudanças históricas nas cidades sergipanas, pois antes o empregador formal no interior era fixado por meio da Prefeitura, e com a indução de empresas, sobretudo nos setores de calçados e têxtil, a realidade mudou, já que esses são setores intensivos de mão de obra.

Para interiorizar o crescimento econômico, a gestão estadual tem incentivado e criado estímulos para os empresários. Essa política de investimento no interior é marca registrada do governo Marcelo Déda, que implantou o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) no início de sua gestão. O PSDI visa incentivar e estimular o desenvolvimento socioeconômico estadual mediante a concessão de apoio aos investimentos, em parceria com prefeituras municipais. Outro fator é o incentivo fiscal, em que o empreendimento pode ter descontos de 92% ou até de 93,8% no pagamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Além do crescimento fundamentado na evolução econômica do País e do Estado, o parque industrial renovou-se, ampliando o número total de empresas, bem como as áreas de atuação.

Setores

Acompanhando a evolução do Brasil, em Sergipe os setores que também mais geraram emprego foram os de serviços, como saúde, educação e comércio. “É uma variedade de setores que englobam o segmento chamado setor de serviço, inclusive administração pública, com a criação da Fundação Hospitalar de Saúde”, explicou Lacerda.

Um bom exemplo de um setor que cresceu abundantemente foi o da construção civil. O presidente da Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas (Aseopp), Luciano Barreto confirma esse crescimento. “No meu setor, que é o da construção civil, o fortalecimento do mercado de trabalho tem sido realizado graças aos investimentos do Governo do Estado, que tem lutado para obter mais recursos a fim de realizar cada vez mais obras”, assegura o empresário.

Ele lembrou que um dos pontos positivos é a continuidade do emprego. “No passado, quando as obras acabavam, os profissionais ficavam desempregados e com a permanência do crescimento econômico há um prosseguimento desses empregos”.

Luciano Barreto não esqueceu de destacar a qualificação do sergipano. “Nas áreas da construção civil e industrial você tem a geração de emprego com forte qualificação. Trabalhando as pessoas conseguem qualificação e atendem à demanda. A economia não para de girar. O cenário de Sergipe mudou graças ao governador Marcelo Déda e seu vice, Jackson Barreto, que são entusiastas que não param de captar empresas e, dessa forma, gerar empregos”.

O empresário acredita que nos próximos anos as obras no Estado tendem a crescer. “O Proinveste irá contribuir muito para que a atividade das empresas aumente, resultando em mais postos de trabalho colocados à disposição da população. Por isso, a Aseopp sempre foi favorável ao Proinveste. Sergipe é um estado focado em criar condições de desenvolvimento, mesmo que as empresas gozem de algumas isenções, eles pagam impostos”.

O Proinveste trará para Sergipe R$ 567 milhões. Todo o montante será aplicado em mais de 30 obras estruturantes, que beneficiarão diretamente todos os municípios de Sergipe. Pleitos históricos da população sergipana nas áreas de segurança pública, educação, infraestrutura, agricultura e urbanização serão contemplados.

A capital sergipana, por exemplo, receberá melhorias variadas como a duplicação das avenidas Euclides Figueiredo e João Rodrigues; a urbanização da Comunidade Malvinas, no bairro Aeroporto; a recuperação do Sistema Viário do Centro Administrativo Governador Augusto Franco; a implantação da Avenida Perimetral Oeste; o desmonte do Morro da Piçarreira e a primeira etapa da Linha Vermelha (obras complementares do Aeroporto Santa Maria).

Outro destaque do projeto está na implantação de rodovias por todo o Estado. As novas vias ligarão localidades como Pirambu e Pacatuba (Rodovia SE-100 Norte - povoados Aguilhadas / Atalho); Japoatã e Propriá; os povoados Santa Cruz e São Miguel, em Propriá; Itabaiana (entroncamento BR-235) e Itaporanga D'Ajuda (entroncamento BR-101); e Estância ao Abaís, além da construção do contorno rodoviário de Itabaianinha, entre outros.

Política exitosa

Sergipe hoje colhe os bons frutos graças à política exitosa de atração de investimentos. Grandes empresas se instalaram no Estado nos últimos sete anos e outras tantas aportaram em 2013. Para o futuro, Sergipe se prepara para receber empreendimentos que irão gerar milhares de novas frentes de trabalho.

Ricardo Lacerda contou que em 2013 uma avalanche de empregos formais foram gerados. A Votorantim informou que irá duplicar a produção de cimento, a Nassal garantiu o mesmo. O grupo Brennand de Pernambuco, da área de cerâmica, já anunciou uma fábrica de cimento em Laranjeiras. Ainda no setor dos minerais, uma empresa francesa, uma das líderes na fabricação de vidros, a Saint-Gobain, também anunciou investimentos para Sergipe. O Projeto Carnalita deve gerar 5 mil empregos na implantação e depois mil empregos na operação.

Na área de fornecimento de energia, uma Usina de Energia Eólica foi instalada na Barra dos Coqueiros. A Almaviva, empresa italiana de call center já se instalou aqui. O economista relata que essas empresas vieram para Sergipe porque, além do mercado sergipano ser promissor, elas estão de olho no mercado do Nordeste, que está crescendo mais rápido que o Brasil, seja por causa de políticas sociais ou a atenção especial que o Governo Federal tem dado ao Nordeste. “As empresas querem conquistar esse mercado que possui mais de 50 milhões de nordestinos, cuja renda vem crescendo. O Nordeste sozinho tem população maior que a Argentina”, justifica.

Com tantos empregos gerados, a taxa de desemprego caiu. E é preciso que a geração de emprego com carteira assinada cresça em uma velocidade maior do que a quantidade de jovens que entra no mercado de trabalho e isso está acontecendo em Sergipe. “A quantidade de empregos criados no estado, 15 mil por ano, é mais que o número de jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Com isso, baixa a taxa de desemprego e dá mais oportunidade às pessoas jovens”, observa Lacerda.

Mas por que as indústrias e empresas têm escolhido Sergipe para se instalar? O economista Ricardo Lacerda esclarece que o trabalho do governador Marcelo Déda sempre foi de atrair e de oferecer as melhores condições as empresas e indústrias. “As empresas têm que ser convencidas de que vale a pena vir para Sergipe. Então, temos mostrado agilidade na captação de investimentos e criado o que os economistas chamam de ‘ambiente de negócios favorável’, com pouca burocracia, agilidade nas respostas às consultas que os empresários fazem. A mão de obra sergipana é outro ponto favorável, porque é formado por pessoas dedicadas, disciplinadas e a escolaridade tem aumentado”.

A informação do economista é reforçada pelos acionistas e executivos da Amsia Motors, o presidente da empresa, Mustafa Ahmed, destacou o profissionalismo e amabilidade com que foi tratado desde os primeiros contatos com o estado de Sergipe, e enfatizou o objetivo da empresa em se tornar e atuar como uma empresa genuinamente brasileira. “É um orgulho participar deste momento decisivo para o crescimento da Amsia Motors e do potencial industrial sergipano. Tivemos um excelente tratamento e todas as informações necessárias das equipes do Governo de Sergipe desde o primeiro momento, e isso foi determinante para decidirmos investir aqui. Não queremos ser uma empresa estrangeira instalada aqui, queremos ser uma empresa brasileira e comprometida com o futuro de Sergipe e do Brasil. Nossos veículos ostentarão o nome e a bandeira brasileira”, anunciou o presidente.

Ambiente de negócio favorável

Outro ponto importante é que uma companhia atrai outra. A japosena Yasaki, fábrica de componentes eletrônicos automotivos será instalada em Nossa Senhora do Socorro. A indústria atenderá a Ford, na Bahia, e a Fiat, em Pernambuco. A vinda da Yasaki ajudou a Amsia Motors optar por montar sua base em Sergipe, pois uma parte das peças já pode ser adquirida aqui. Com os quatro mil empregos que serão gerados no Estado, a Amsia vai atender o Brasil, a América Latina e inclusive o Norte da África.

Os investimentos por parte da Amsia serão de aproximadamente de R$ 1 bilhão. O empreendimento no setor industrial deverá produzir veículos automotores híbridos. A planta industrial deverá ser instalada no município de Barra dos Coqueiros, em um terreno próximo ao Parque Eólico, nas imediações do antigo projeto do Polo Cloroquímico.

Capacitação

Mostramos que os últimos sete anos foram marcados por inúmeras conquistas no quesito geração de empregos em Sergipe. Para atender a demanda, o Governo do Estado criou a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) que tem a missão de promover o trabalho decente com geração de emprego e renda para a população sergipana, por meio de orientação e qualificação profissional e intermediar mão de obra.

Para isso, a secretaria preparou um planejamento com objetivos específicos e foco na qualificação do trabalhador sergipano. A meta é qualificar até 20 mil trabalhadores sergipanos. Com qualificação, evita-se a importação da mão de obra.

Um grande e recente exemplo da preocupação da Setrab em relação à capacitação do trabalhador sergipano foi a parceria com o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). No início deste ano foi assinado um termo de compromisso que visa para este semestre a criação de vagas para cursos de qualificação gratuitos, destinados a jovens entre 18 e 29 anos. Mais de 400 jovens já foram formados e agora em julho foram abertas mais de 600 novas vagas. São ofertados gratuitamente cursos de auxiliar administrativo, auxiliar contábil, Word e Excel, auxiliar financeiro, informática básica, manutenção de Micro, inglês e espanhol. Os participantes recebem material didático, fardamento e certificados de conclusão com validade nacional.

Outros projetos também estão em funcionamento, a exemplo do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), Plano Territorial de Qualificação (Planteq), Mão Amiga, desenvolvido em parceria com Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), entre outros.

Outro setor primordial no quesito geração de emprego é o NAT, que funciona como intermediário nas relações entre o trabalhador e o mercado de trabalho, encaminhando pessoas desempregadas para as vagas de emprego. O grande desafio é captar um número de vagas cada vez maior e encaminhar as pessoas com o perfil adequado para preenchê-las, garantindo o aumento das colocações. Para isso, o Núcleo dispõe de equipes de atendimento interno e externo, para visitação às empresas, coordenadas pelo Setor de Atendimento ao Empregador (Captação de Vagas) de cada unidade. As empresas que precisam admitir trabalhadores também podem se dirigir diretamente a qualquer uma das unidades no Estado, sendo disponibilizado, a custo zero, um banco de dados permanentemente atualizado do Sistema de Gestão de Ações de Emprego.

Para o secretário de Estado do Trabalho, José Lauro Seixas Lima, o Governo do Estado tem uma política arrojada de atração de indústrias, então, a secretaria busca qualificar os trabalhadores sergipanos, evitando, assim, uma importação da mão de obra. “Com pessoas qualificadas, as indústrias atraídas pelo governo não têm suas vagas preenchidas por pessoas de outros estados”.

O secretário destaca ainda o trabalho de intermediação de mão de obra realizada pelo NAT. “Damos como exemplo a empresa Almaviva que já contratou mais de dois mil trabalhadores sergipanos e a grande maioria foi encaminhada pelo NAT. As pessoas encaminhadas passaram pelo curso que oferecemos de call center e telemarketing. Cadastramos o trabalhador, fazemos uma triagem e mandamos o perfil exato para as empresas”, contou José Lauro.

Foto: Wellington Barreto/ASN

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