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Com pé no freio, Minas comemora ajuda de Dilma

Investimentos do estado despencam mais de 30% este ano, a segunda maior queda do país. Para contornar isso, governador Anastasia já anunciou pacote de obras e conta com a linha de crédito de R$ 20 bi anunciada pela presidenta da República

Com pé no freio, Minas comemora ajuda de Dilma (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Minas 247 - O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), está esperançoso. Sem dinheiro em caixa, nos últimos meses o estado que ele dirige pôs o pé no freio, realizando menos de R$ 400 milhões em investimentos entre janeiro e abril, uma queda de mais de 30% em relação aos desembolsos do ano passado.

Mas então qual a razão do otimismo? Anastasia espera que, a partir do segundo semestre, as coisas começarão a virar em Minas. Na quinta-feira, o governo divulgou um pacote de obras, feitas em parceria com a iniciativa privada (pelas PPPs), no valor de R$ 10 bilhões. Serão aplicados em 18 projetos, como reciclagem de lixo e mais vias de acesso para a Cidade Administrativa, sede do governo (clique aqui para ler mais)

Nesta sexta-feira, o governador mineiro era um dos mais aliviados com o anúncio, feito pela presidenta Dilma Rousseff, de uma linha de crédito de R$ 20 bilhões, com taxas de juros privilegiadas. Além disso, o governo federal vai facilitar a criação de PPPs pelos governos estaduais (clique aqui para ler mais). “Nós vamos priorizar os investimentos em estradas, financiamento e habitação”, disse Anastasia, em Brasília.

O governo de Minas está com problemas de caixa. Nos primeiros quatro meses do ano, conseguiu uma receita de R$ 19,3 bilhões, o que significa um crescimento de 14% em relação a 2011. Mas os investimentos despencaram mais de 30%, para apenas R$ 393,1 milhões. Parte considerável dos problemas vem da necessidade de pagar a dívida. Minas é um dos quatro estados do país mais endividados e um dos que paga a maior taxa de juros. São Paulo e Rio, por exemplo, têm um custo da dívida de 6% de juros. Já Minas fez um contrato de renegociação de seus débitos com a União em 1998 (governo Eduardo Azeredo, do PSDB) que determinou o IGP-DI como corretor e mais 7,5% de juros. No ano passado, enquanto o governo estadual teve investimentos, incluindo todas as áreas, de R$ 3,15 bilhões, o pagamento da dívida consumiu R$ 3,44 bilhões.

Essa equação praticamente parou o governo mineiro no que diz respeito a obras. Não à toa, políticos aliados a Anastasia, inclusive do próprio PSDB, manifestam preocupação com o futuro político no estado. É por isso a esperança atual do governador mineiro. Com os recursos que prometem entrar, ele quer fazer deste semestre uma página virada em seu governo. A conferir...