Com PM prestes a entrar em greve, PE pede tropas federais

A possibilidade da Polícia Militar de Pernambuco decretar greve a partir desta quarta-feira (27), quando a categoria realizará uma assembleia referente ao pleito de reajuste de 18% de reposição e de 7% de aumento salarial, levou o Governo do Estado a anunciar que pediu ao Ministério da Justiça o auxílio da Força Nacional de Segurança; anúncio vem na esteira da crise da segurança pública estadual, que viu crescer em 7,4% o número de homicídios somente no primeiro trimestre deste ano; no trimestre, o número de assaltos também cresceu 31,5%

A Secretaria Nacional de Segurança realiza a formatura de 600 integrantes da Força Nacional. A solenidade marca a apresentação de parte do efetivo que irá atuar na Copa do Mundo (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
A Secretaria Nacional de Segurança realiza a formatura de 600 integrantes da Força Nacional. A solenidade marca a apresentação de parte do efetivo que irá atuar na Copa do Mundo (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)
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Pernambuco 247 - A possibilidade da Polícia Militar de Pernambuco decretar greve a partir desta quarta-feira (27), quando a categoria realizará uma assembleia referente ao pleito de reajuste de 18% de reposição e de 7% de aumento salarial, levou o Governo do Estado a anunciar que pediu ao Ministério da Justiça o auxílio da Força Nacional de Segurança.

Anúncio vem na esteira da crise da segurança pública estadual, com o aumento crescente dos indicadores ligados à violência, que contribuíram para a saída do secretário-executivo da Secretaria de Defesa Social (SDS), Rodrigo Bastos. Nos bastidores, a possibilidade da saída do secretário da pasta, Alessandro Carvalho, tem ganhado força cada vez maior.

Na última greve da PM, realizada em 2014 e que durou três dias, foram registrados, saques e arrastões em todas as regiões do Estado. Situação foi controlada com a chegada da Força Nacional de Segurança e o auxílio do Exército. O Estado alega que não possui condições de atender o pleito da categoria em função da crise econômica. Uma nova rodada de negociação está marcada para amanhã.

A crise na segurança vem a reboque do aumento da violência. Somente no primeiro trimestre deste ano, o número de homicídios cresceu 7,4% em relação ao mesmo período do exercício anterior. Apenas em março houve um aumento de 18%, com 60 assassinatos a mais quando em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No trimestre, o número de assaltos também cresceu 31,5%.

 

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