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Comissão da Verdade ouve 14 em Porto Alegre

Primeira audiência pública em 2013 da Comissão Nacional da Verdade deu atenção especial ao caso de João Goulart e à Operação Condor; realizada nesta segunda-feira, no auditório da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), a audiência também colheu 14 depoimentos de vítimas da ditadura militar no Estado e de familiares

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Sul 21 - A primeira audiência pública da Comissão Nacional da Verdade no ano de 2013 deu atenção especial ao caso de João Goulart e a Operação Condor. Na ocasião, a família de João Goulart entregou à CNV uma petição em que requer a exumação dos restos mortais do ex-presidente para que seja apurado se ele foi envenenado, conforme confessou Mário Neira Barreiro, ex-agente do serviço de inteligência uruguaio, que se encontra preso no Brasil.

Realizada na segunda-feira (18), em Porto Alegre, no auditório da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), a audiência também colheu depoimentos das vítimas da ditadura militar no Rio Grande do Sul. No total, foram 14 relatos de presos políticos e familiares.

Para a integrante da Comissão Rosa Cardoso, a petição dos familiares de Goulart possui elementos concludentes de que ele foi vítima da Operação Condor. No entanto, ela avalia que é necessária uma análise detalhada da petição para definir medidas que possam ser tomadas a tempo de atenderem o relatório final, que deve ser entregue à presidenta Dilma Roussef em 16 de maio de 2014.

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MPF/RS vai ouvir médico que viu o corpo de Jango pouco antes do sepultamento

Os procuradores da República Suzete Bragagnolo e André Raupp irão ouvir o médico Odil Rubim Pereira nesta terça-feira (19), em São Borja. Amigo da família, Odil teve acesso ao cadáver do ex-presidente João Goulart pouco antes de seu sepultamento, quando limpou secreções que saíam pela boca e pelas narinas de Jango.

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O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul, através da sua Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, investiga as circunstâncias da morte de João Goulart durante seu exílio na Argentina, em 1976. A investigação foi aberta a partir de pedido encaminhado à Procuradoria Geral da República em 2007 pelo Instituto João Goulart.

A procuradora da República Suzete Bragagnolo participou de audiência pública promovida pela Comissão Nacional da Verdade ontem na Capital. Ela explicou que o MPF tenta obter provas e documentos tanto no Brasil quanto no exterior que expliquem melhor as circunstâncias da morte e do sepultamento do ex-presidente.

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O procurador da República Ivan Marx também participou da audiência. Para Marx, "é uma obrigação do Estado brasileiro apurar a verdade sobre a morte de Jango". Marx declarou na audiência que há um procedimento investigatório criminal na Justiça Federal Argentina de Paso de Los Libres que foi aberto em novembro de 2011 a partir de representação encaminhada por ele para apurar se Goulart teria sido morto em solo argentino a mando da Ditadura Militar brasileira.

O senador gaúcho Pedro Simon, que também participou da mesa sobre João Goulart, disse que a desconfiança sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente já começou no dia seguinte a seu sepultamento e durante o processo de traslado para o Brasil. Segundo ele, uma autópsia do corpo foi negada tanto na Argentina (local de sua morte) quanto no Brasil. Simon contou que Jango pretendia ainda voltar ao Brasil e lutar pela redemocratização do país.

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Também participaram da discussão sobre a morte de Jango Goulart durante a audiência pública os filhos de Goulart – João Vicente Goulart e Denize Goulart – e Christopher Goulart, neto de Jango.

Com informações dos sites do MPF e da CNV

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