Comissão da verdade para por falta de estrutura

Sem funcionar desde o final do ano passado, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda foi a única que não encaminhou relatos atualizados para o Arquivo Nacional sobre violações de Direitos Humanos ocorridas durante o regime militar; o problema é, segundo os membros da Comissão em Alagoas, a falta de pesquisadores

Sem funcionar desde o final do ano passado, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda foi a única que não encaminhou relatos atualizados para o Arquivo Nacional sobre violações de Direitos Humanos ocorridas durante o regime militar; o problema é, segundo os membros da Comissão em Alagoas, a falta de pesquisadores
Sem funcionar desde o final do ano passado, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda foi a única que não encaminhou relatos atualizados para o Arquivo Nacional sobre violações de Direitos Humanos ocorridas durante o regime militar; o problema é, segundo os membros da Comissão em Alagoas, a falta de pesquisadores (Foto: Voney Malta)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Alagoas247 - Criada em setembro de 2013, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda está com os trabalhos parados desde dezembro de 2014, devido à falta de pesquisadores e espaço físico para elaboração do dossiê das denúncias de violações de Direitos Humanos, ocorridas durante o Regime Militar.

No último dia 24 de julho, o Arquivo Nacional recebeu mais de 47 mil fotografias, vídeos, depoimentos de diligências, laudos periciais e outros documentos que comprovam os fatos ocorridos durante a ditadura. São documentos de comissões da verdade estaduais, municipais, arquivos de famílias e documentos de cooperação com governos de países como a Argentina, Chile, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Uruguai. Mas, Alagoas não enviou os dados devido à paralisação dos trabalhos. 

De acordo com o presidente da Comissão, Delson Lira, o exercício do trabalho está sendo inviável por falta de contratação de pesquisadores.

"O trabalho da comissão está paralisado desde a última gestão. Ouvimos familiares, amigos e até vítimas, como também alguns militares, ao longo de 2014. Mas, o trabalho não foi concluído porque não temos como anexar os dados e as pesquisas. Nós estamos com os trabalhos parados desde dezembro de 2014 e, para que sejam concluídos, precisamos do apoio total do governo", relata.

Ainda segundo Lira, há uma negociação com o governo para que os trabalhos voltem a ser desenvolvidos. Recentemente, a comissão se reuniu, no Palácio República dos Palmares, com o secretário de Estado da Comunicação, Ênio Lins, que representou o Gabinete Civil. Durante a reunião, ficou decidido que o governo iria disponibilizar uma sala para reuniões da comissão, como também uma medida para contratação de pessoal.

Em Alagoas, a comissão é composta por Delson Lira, padre Manoel Henrique Soares, Maria Alba da Silva, Marivone Loureiro, Everaldo Patriota, Thomaz Beltrão e o professor Geraldo Magela.

Com gazetaweb.com

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

WhatsApp Facebook Twitter Email