Comissão resgata verdade sobre atentado a bomba

Membros da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC) deverão apresentar documentos que refutam a hipótese de que os autores do atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes (PE), em julho de 1966, sejam o professor Edinaldo Miranda e o ex-deputado federal Ricardo Zarattini; também deve ser reconhecida a morte do estudante Odijas Carvalho de Souza em decorrência de torturas sofridas no cárcere; o atentado no Aeroporto dos Guararapes foi um dos atos que deram início a luta armada no Brasil e tinha como alvo principal o general Arthur da Costa e Silva

Membros da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC) deverão apresentar documentos que refutam a hipótese de que os autores do atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes (PE), em julho de 1966, sejam o professor Edinaldo Miranda e o ex-deputado federal Ricardo Zarattini; também deve ser reconhecida a morte do estudante Odijas Carvalho de Souza em decorrência de torturas sofridas no cárcere; o atentado no Aeroporto dos Guararapes foi um dos atos que deram início a luta armada no Brasil e tinha como alvo principal o general Arthur da Costa e Silva
Membros da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC) deverão apresentar documentos que refutam a hipótese de que os autores do atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes (PE), em julho de 1966, sejam o professor Edinaldo Miranda e o ex-deputado federal Ricardo Zarattini; também deve ser reconhecida a morte do estudante Odijas Carvalho de Souza em decorrência de torturas sofridas no cárcere; o atentado no Aeroporto dos Guararapes foi um dos atos que deram início a luta armada no Brasil e tinha como alvo principal o general Arthur da Costa e Silva (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - Membros da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC) deverão apresentar documentos, datados da década de 1970, que refutam a hipótese de que os autores do atentado a bomba no Aeroporto dos Guararapes, em julho de 1966, sejam o professor Edinaldo Miranda e o ex-deputado federal Ricardo Zarattini. A cerimônia deve contar com a presença do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), na sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções de Pernambuco, na próxima terça-feira (10). A viúva de Odijas Carvalho e economista Maria Yvone Ribeiro, além de Zarattini e a viúva de Miranda, Maria Lucila Bezerra, també deverão comparecer ao evento. Na solenidade, também deve ser reconhecida a morte do estudante Odijas Carvalho de Souza devido a lesões corporais causadas por tortura.

Os documentos que atestam a inocência de Miranda e Zarattini desmentem as investigações conduzidas na época, e foram classificadas pela Comissão da Verdade como sendo “uma grave violação dos direitos humanos praticada pelo Estado, que produziu material inverídico, culpabilizando e punindo inocentes”. Ainda segundo a comissão, a retificação do caso permitirá mudanças na história de Pernambuco e do Brasil.

Já a correção do atestado de óbito de Odijas Carvalho foi pedido por Maria Ribeiro através do CEMVDHC. De acordo com os dados oficiais divulgados pela ditadura militar na época, o líder estudantil havia morrido de causas naturais, em decorrência de uma embolia pulmonar em fevereiro de 1971, no hospital da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Entretanto, foram encontrados ossos fraturados e rupturas no fígado e baço do estudante após a sua morte. Além de Carvalho, outros 51 nomes se encontram em uma lista do CEMVDHC como mortos e desaparecidos políticos.

O atentado no Aeroporto dos Guararapes em 1966 ficou conhecido nacionalmente como um dos atos que deram início a luta armada no Brasil. O alvo principal era o general Arthur da Costa e Silva, que escapou por ter desembarcado do avião onde se encontrava na Paraíba, e não em Pernambuco. O militar era cotado para suceder o general Castelo Branco na presidência do Brasil. Na época, Zarattini e Miranda foram acusados do crime e condenados pela ditadura militar.

 

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