Confiança do setor de serviços tem retração

O Índice de Confiança de Serviços de Pernambuco (ICS-PE) recuou 11,3% em julho frente ao mesmo mês de 2012; no comparativo com o mês anterior, a queda foi de 4,9%; os protestos feitos em várias cidades do país entre os meses de junho e julho influenciaram na derrubada do indicador

O Índice de Confiança de Serviços de Pernambuco (ICS-PE) recuou 11,3% em julho frente ao mesmo mês de 2012; no comparativo com o mês anterior, a queda foi de 4,9%; os protestos feitos em várias cidades do país entre os meses de junho e julho influenciaram na derrubada do indicador
O Índice de Confiança de Serviços de Pernambuco (ICS-PE) recuou 11,3% em julho frente ao mesmo mês de 2012; no comparativo com o mês anterior, a queda foi de 4,9%; os protestos feitos em várias cidades do país entre os meses de junho e julho influenciaram na derrubada do indicador (Foto: Paulo Emílio)
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PE247 - O Índice de Confiança de Serviços de Pernambuco (ICS-PE) recuou 11,3% em julho frente ao mesmo mês de 2012. Ao contrário do observado nos dois meses anteriores, quando as variações interanuais evoluíram positivamente, em julho houve piora relativa no ICS-PE, que havia registrado taxa interanual de -4,9% em junho.  O movimento segue tendência do indicador em âmbito nacional, que passou de -3,3% para -8,0% na mesma base de comparação. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (16), são da Agência Condepe/Fidem, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.

A queda interanual do ICS-PE, entre os meses de junho e julho foi influenciada, sobretudo, pela piora na avaliação das empresas em relação ao momento presente. O Índice da Situação Atual (ISA-S/PE) registrou queda interanual de 19,0% em julho, após recuo de 5,2% em junho, na mesma base de comparação. O indicador que mede as expectativas do setor para os meses seguintes (IE-S/PE) também declinou, ao passar de -4,7% para -5,4%, entre junho e julho.

Ambos os quesitos integrantes do ISA-PE Volume de demanda atual e Situação atual dos negócios – sofreram quedas expressivas em julho. O primeiro passou de -4,2% para -22,4%. A proporção de empresas que avaliam a demanda como forte foi de 6,3% (ante 20,8% no ano anterior), enquanto as que avaliam como fraca subiu 25,3% (16,4%). O quesito Situação atual dos negócios passou de -6,1% para -16,0%, com 17,0% das empresas avaliando a situação dos negócios como boa (ante 28,0%) e 21,2% considerando-a ruim (ante 14,0%).

As expectativas no mês de comparação, também apresentaram piora relativa. O indicador de Tendência dos Negócios caiu de -9,5% para -13,5%. A proporção de empresas prevendo melhora da situação ficou em 36,4% (ante 50,5%) e a parcela das que esperam piora foi de 8,7% (2,8% no ano anterior). De forma contrastante, o quesito Demanda Prevista melhorou relativamente e apresentou, pelo segundo mês consecutivo variação interanual positiva, passando de 0,4% em junho para 3,1% em julho. A proporção de empresas que projetam uma demanda maior ficou em 54,7% (ante 47,3%) e aquelas que esperam piora chegam aos 9,8% (ante 6,7%, há um ano).

 De modo geral, os resultados refletem uma percepção desfavorável das empresas em julho, sobretudo na avaliação do momento atual, contrariando a tendência de sucessivas melhoras relativas que vinha sendo observada no ISA-PE. Provavelmente as manifestações em junho/julho que se difundiram por todo país sejam o fator explicativo predominante na piora significativa do ISA-PE em julho. Esta percepção negativa, pontual, não parece ter afetado as expectativas para os próximos meses, como mostra a evolução do IE-S, que, além do decréscimo relativo muito mais suave que o do ISA-PE, ainda apresentou expectativas favoráveis para a demanda nos meses seguintes. Na comparação em bases trimestrais, o indicador síntese, ICS-PE, ainda mantém trajetória ascendente de variações interanuais iniciada em fevereiro deste ano.

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