Conta de energia residencial pode ficar 83% mais cara
A Aneel aprovou proposta que aumenta em até 83% os valores da recém-criada bandeira tarifária que, desde 1º de janeiro vem sendo cobrada nas contas de luz para repassar, ao consumidor, o aumento de custos de geração para o setor de energia elétrica
Ceará 247 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira, 6, a proposta de aumento da taxa extra das bandeiras tarifárias, cobrada nas contas de luz quando sobe o custo de produção de energia no país. Os aumentos são de 66% e 83%, para a cobrança extra das bandeiras amarela e vermelha. Os valores, aprovados pela agância, ficam em consulta pública até o dia 20 de fevereiro.
A partir de 1º de março, deve ficar assim:
- Para a bandeira verde, não haverá acréscimo;
- Para a amarela, quando as condições estão menos favoráveis, o valor atual é de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Pela proposta da Aneel, passará para R$ 2,50;
- Para a vermelha, situação atual e que tem a energia mais cara, o valor deve passar dos atuais R$ 3,00 a cada 100 kWh para R$ 5,50.
A média do consumo de energia nas residências é de cerca de 150 kWh por mês. Como atualmente a bandeira é vermelha, uma conta como essa já teve quatro reais e cinquenta centavos de acréscimo. Com a mudança, vai subir mais de oito reais. É uma tentativa de fazer o consumidor economizar energia.
“A bandeira é um instrumento de comunicação também das distribuidoras e da Aneel com o consumidor. Se o consumidor aproveitar o sinal de preço para um consumo mais consciente, uma redução no consumo permitirá que a bandeira vermelha não permaneça ao longo de todo o ano”, diz Thiago Correia, diretor da Aneel.
Com informações Aneel