Copa: Minas tem receita adicional de R$ 2 bilhões
Minas Gerais recebeu R$ 2,051 bilhões em receitas durante a realização da Copa do Mundo – a capital do estado, Belo Horizonte, foi sede do torneio, que injetou R$ 30 bilhões na economia nacional; do total dos recursos que ficaram em Minas, R$ 451,3 milhões foram de receitas diretas e R$ 1,6 bilhão indiretas para o setor de comércio e serviços de BH, com um gasto médio de R$ 1.268,72 por visitante; o levantamento é da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes (Setes), com apoio da Belotur, do curso de Turismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e feito pela JF Instituto de Pesquisa
Minas 247 – Minas Gerais recebeu R$ 2,051 bilhões em receitas durante a realização da Copa do Mundo – a capital do estado, Belo Horizonte, foi sede do torneio, que injetou R$ 30 bilhões na economia nacional. Do total dos recursos que ficaram em Minas, R$ 451,3 milhões foram de receitas diretas e R$ 1,6 bilhão indiretas para o setor de comércio e serviços de BH, com um gasto médio de R$ 1.268,72 por visitante. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (15), é da Secretaria de Estado de Turismo e Esportes (Setes), com apoio da Belotur, do curso de Turismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e feito pela JF Instituto de Pesquisa.
Foram 355 mil visitantes em Belo Horizonte, sendo 200 mil estrangeiros e 155 mil brasileiros. Apesar de a pesquisa está em andamento, faltando computar os dias de julho de realização da Copa, que terminou no último domingo (13), o secretário estadual de Turismo, Tiago Lacerda, afirma que "essa receita adicional tem efeito direto no PIB do Estado". Foram 355 mil visitantes em Belo Horizonte, sendo 200 mil estrangeiros e 155 mil brasileiros.
"Se formos comparar com os gastos feitos já divulgados - R$ 670 milhões na reforma do Mineirão; R$ 150 milhões no estádio Independência; R$ 400 milhões em mobilidade e R$ 2 milhões de capacitação -, o valor compensa e ainda traz benefícios de longo prazo", afirmou o dirigente, em coletiva de imprensa. Os dados foram obtidos com base em 1.116 pessoas ouvidas, número que representa 40% do total dos 2,8 mil entrevistados.
Hotelaria
A pesquisa apontou que, de 12 a 30 de junho, a taxa de ocupação nos hotéis em Belo Horizonte foi de 71,5%, com registro de 150 mil hóspedes, um aumento de 19,1% em relação ao mesmo período de 2013. Os dados são do Boletim de Ocupação Hoteleira (BOH). Porém, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis-MG (ABIH-MG) divulgou que, entre 14 de junho e 8 de julho, a ocupação hoteleira média alcançou 75,3% apenas em hotéis de grande porte (60% no geral).
Nos hotéis e nas pousadas de Belo Horizonte, a ocupação chegou a 46%, nos albergues, 20%, e nas casa de amigos e parentes, 19%. Esses foram os meios de hospedagem mais utilizados pelos visitantes durante a estadia na capital mineira. "Chama a atenção os albergues, que no mesmo período do ano passado representavam apenas 1,3%. Acredito que essa exposição maior fará com que a oferta de albergues cresça no Estado", disse Lacerda.
O secretário municipal extraordinário da Copa do Mundo (SMCOPA), Camillo Fraga, afirma que não há preocupação com uma falta de ocupação nos estabelecimentos, pois, de acordo com ele, todo novo hotel construído tem um plano de negócio de longo prazo.