Cotado para suceder Temer, Tasso defende apoio do PSDB ao governo

O mais novo cotado para suceder Michel Temer na presidência, em caso de afastamento, é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). A cúpula do PSDB, que dá como certo o afastamento de Temer, só deve abandonar o barco quando for construída uma candidatura de consenso para disputar os votos do colégio eleitoral em uma eventual eleição indireta. Ontem, Tasso se reuniu em São Paulo, com Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria, para discutir mais uma vez o apoio do PSDB ao governo federal. Os caciques tucanos vincularam a decisão do partido sobre a permanência no governo Michel Temer (PMDB) ao julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para 6 de junho

Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). (Foto: Fatima 247)

Ceará 247 - A Folha de São Paulo anunciou como o mais novo cotado para suceder Michel Temer, na presidência, em caso de afastamento, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), em um processo de eleições indiretas. O PSDB quer articular um nome de consenso com os demais articuladores do golpe.

Para o senador tucano "qualquer movimentação política vai passar pelo presidente Michel Temer. "Qualquer movimentação (em caso de eleição indireta) seria em conjunto com Temer, qualquer coisa tem que passar pelo presidente e a avaliação dele".

A cúpula do PSDB, que dá como certo o afastamento de Temer, só deve abandonar o barco quando for construída uma candidatura de consenso para disputar os votos do colégio eleitoral em uma eventual eleição indireta. Os tucanos testam agora o nome de Tasso Jereissati como candidato, tendo o ex-ministro Nelson Jobim no ministério da Justiça e a permanência de Henrique Meirelles (PSD) no ministério da Fazenda.

Ontem, Tasso se reuniu em São Paulo, com Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria, para discutir mais uma vez o apoio do PSDB ao governo federal. A cúpula paulista dos tucanos vinculou a decisão do partido sobre a permanência no governo Michel Temer (PMDB) ao julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para 6 de junho.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a reunião serviria para acalmar Alckmin e Dória, pretensos candidatos do PSDB em 2018. "A expectativa antes do encontro era de que Tasso se comprometeria a não ser candidato à reeleição no caso de virar presidente, acalmando o grupo de Alckmin, que quer disputar em 2018 mas também está no rol de investigados da Operação Lava Jato –Doria também surge como eventual presidenciável"publicou o jornal.

Na reunião de ontem, os caciques do PSDB decidiram continuar apoiando o governo moribundo de Temer até o julgamento da chapa Dilma/Temer, no TSE. "Nós estamos dando como uma data importante o julgamento do TSE dia 6, até o dia 6 e ver o que acontece no dia 6", disse Tasso".

Tasso teria anda informado que  iria conversar com outros governadores e prefeitos tucanos e com as bancadas do PSDB na Câmara e no Senado para apresentar,  além de dirigentes de outros partidos aliados.

Com informações da Folha de São Paulo

 

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