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Cpers faz ato para pressionar governo a apresentar propostas

Professores e funcionários de escolas públicas do Estado participaram de um ato em frente ao Piratini para protestar contra a falta de propostas do governo Sartori diante da greve convocada pelo Cpers, que está entrando em sua terceira semana; a plenária da categoria contou com a presença massiva de estudantes e teve o objetivo de pressionar o governo a apresentar propostas em reunião marcada para terça-feira; o Cpers estima que a adesão da categoria à greve está em 70% e que, em alguns municípios, chega a 90%

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Professores e funcionários de escolas públicas do Estado participaram de um ato em frente ao Piratini para protestar contra a falta de propostas do governo Sartori diante da greve convocada pelo Cpers, que está entrando em sua terceira semana; a plenária da categoria contou com a presença massiva de estudantes e teve o objetivo de pressionar o governo a apresentar propostas em reunião marcada para terça-feira; o Cpers estima que a adesão da categoria à greve está em 70% e que, em alguns municípios, chega a 90% (Foto: Leonardo Lucena)
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Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Professores e funcionários de escolas públicas do Estado participaram, na manhã desta segunda-feira (30), de um ato em frente ao Piratini para protestar contra a falta de propostas do governo Sartori diante da greve convocada pelo Cpers, que está entrando em sua terceira semana. A plenária da categoria contou com a presença massiva de estudantes e teve o objetivo de pressionar o governo a apresentar propostas em reunião marcada para terça-feira.

Solange Carvalho, vice-presidente do Cpers, afirma que, até o momento, já foram realizadas duas reuniões entre a direção do sindicato e o governo do Estado. No entanto, ela considera que não houve negociação de fato nestes encontros. Há uma nova reunião marcada para esta terça (31), às 9h.

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“O governo do Estado estava se mostrando insensível até a segunda reunião. Esperamos que, dessa vez, o governo tenha a compreensão que ele tanto nos pede”, diz Solange. “Nós entendemos que o governo estava achando que a greve seria um fracasso e com a sua postura de novelinha, de propaganda de televisão, iria convencer a comunidade escolar de que não tinha dinheiro, de que não era preciso que a gente fizesse greve e que era preciso ter paciência. Mas ele viu que o marketing do governo não foi suficiente e que nós temos o apoio da comunidade escolar e que as ocupações que estão acontecendo não são ocupações de depredação, são verdadeiras aulas de cidadania”, complementa.

A vice do Cpers considera que o grande fator positivo dessa paralisação é justamente a adesão dos estudantes, que, nas centenas de ocupações espalhadas pelo Estado, também reivindicam melhores condições para os docentes. Nesta manhã, dezenas de jovens marcaram presença na Praça da Matriz e alguns deles subiram ao carro de som para participar da plenária.

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“Tô de saco cheio de ver o meu pai e a minha mãe, que são professores, no final do mês, ligar para a minha irmã, que é universitária, e dizerem: ‘eu não tenho dinheiro para mandar para ti'”, disse uma estudante no carro de som. “Nós vamos vir pra rua defender nossos heróis professores”, afirmou outra.

Victor Pedroso, 17 anos, estudante do 2º ano da Escola Nísia Floresta, de Viamão, diz que os estudantes do colégio aderiram à paralisação dos professores “pelo coração”. “Pelo sentimento que a gente tem pelos professores, acabou pegando essa faísca para atender às nossas pautas”, afirma. “Nós ficamos ressentidos pelo que está acontecendo com eles, que não está sendo pago os salários, a questão do décimo terceiro atrasado, então a gente abraçou a causa para unir à nossa, que é algo que a nunca tivemos oportunidade de mostrar de verdade”, complementa.

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Alunos já estão ocupando a escola Nísia Floresta há três semanas – foi a primeira da Região Metropolitana. “Os nossos professores estão precisando [de apoio] porque isso atrapalha até a aula. Com a questão deles estarem preocupados com as contas para pagar, eles não dão uma aula eficiente”, diz Vitória Carrion, 16 anos, aluna do 1º ano.

Para Solange, a participação do movimento estudantil representa uma grande vitória para a categoria. “Se a nossa greve acabasse hoje ou amanhã, só pelo fato de ter ocupações em escolas, com tamanha organização dos alunos, ocupações com aulas de cidadania, com apoio de pais, que inclusive estão dormindo, cozinhando nas ocupações, ela já seria uma greve histórica”, afirma.

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O Cpers exige a retirada imediata do PL 44/2016, que autoriza o Poder Executivo a qualificar como organizações sociais “pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à gestão, proteção e preservação do meio ambiente, à ação social, ao esporte, à saúde e à cultura”. Os professores temem que isso abra as portas para a privatização do ensino público.

Também pedem que o governo retire o projeto que prevê mudanças no adicional por difícil acesso, o que eles temem que pode resultar em perda salarial para a categoria, e que reveja a questão da hora-atividade, que aumentou a carga de trabalho dos professores desde o início do ano, além da questão salarial. “Colocamos para o governo que apresente um calendário de pagamento do piso e que é muito importante que apresentasse uma reposição emergencial porque nós temos uma perda salarial de 69,44% do piso”, conclui Solange.

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O Cpers estima que a adesão da categoria à greve está em 70% e que, em alguns municípios, chega a 90%.

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