CPI da Coelce sugere realização de plebiscito

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a má prestação de serviço da Coelce teve como encaminhamento a proposta de realização de plebiscito, pelo Governo do Estado, para consultar a população sobre a renovação do contrato de concessão com a empresa. O resultado foi apresentado nesta terça-feira (12), na Câmara Municipal, pelo presidente da CPI, vereador Deodato Ramalho (PT)

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a má prestação de serviço da Coelce teve como encaminhamento a proposta de realização de plebiscito, pelo Governo do Estado, para consultar a população sobre a renovação do contrato de concessão com a empresa. O resultado foi apresentado nesta terça-feira (12), na Câmara Municipal, pelo presidente da CPI, vereador Deodato Ramalho (PT)
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a má prestação de serviço da Coelce teve como encaminhamento a proposta de realização de plebiscito, pelo Governo do Estado, para consultar a população sobre a renovação do contrato de concessão com a empresa. O resultado foi apresentado nesta terça-feira (12), na Câmara Municipal, pelo presidente da CPI, vereador Deodato Ramalho (PT) (Foto: Rodrigo Rocha)

Ceará247 - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Coelce, vereador Deodato Ramalho (PT), apresentou o relatório final da CPI nesta terça-feira (12), na Câmara Municipal. A Comissão, formada para apurar denúncias de má prestação de serviços pela Companhia Energética do Ceará (Coelce), teve como encaminhamento final, a proposta de realização de plebiscito, pelo Governo do Estado, para consultar a população, sobre a renovação ou não do contrato de concessão da Coelce.

A Comissão formada pelo presidente Deodato Ramalho (PT), relator Joaquim Rocha (PDT) e vereadores Luciram Girão (PDT), Robert Burns (PTC), Márcio Cruz (PSD), Eulógio Neto (PDT) e João Alfredo (PSOL), realizou 13 reuniões e 2 visitas, uma ao NUTEC e outra à Maracanaú, num depósito de postes.

De acordo com o presidente Deodato, denúncias deram conta de que a Coelce não vinha cumprindo a legislação local quanto à destinação final dos resíduos que produz, especialmente dos postes danificados, causando impacto ambiental negativo à cidade de Fortaleza. Segundo o parlamentar, em visita, foi verificado a existência de um depósito clandestino de reciclagem e reprocessamento de resíduos utilizados na atividade empresarial desempenhada pela Coelce.

O presidente informou que na diligência, além das gravíssimas infrações ambientais, através do descarte irregular de postes e placas fotovoltaicas, foram verificadas condições de trabalho análogos à escravidão dos empregados terceirizados, que trabalhavam sem equipamento de proteção individual e sem receber salário, sendo remunerados com apenas 10 reais, a cada poste destruído.

Quanto à cobrança em duplicidade, Deodato informou que foi constatado que houve danos a alguns consumidores de baixa renda, na medida em que a alteração da rota de medidores, fez com que os beneficiários do programa Estadual de isenção na conta de energia, perdessem o benefício. O parlamentar pontuou que a Coelce tem o dever constitucional e legal de reparar as perdas suportadas pelos clientes de baixa renda e encaminhou os autos para a Defensoria Pública, ao Programa Estadual de Defesa do Consumidor, e à Assembleia Legislativa, a fim de que tomasse as devidas providências.

Como encaminhamentos, o presidente, declarou que no caso das irregularidades no manejo dos resíduos sólidos, seriam encaminhados os autos ao Ministério Público, à SEMA e à SEUMA, para que fossem apuradas as infrações tomadas as medidas que julgarem necessárias. Já quanto a condição supostamente análoga à escravidão, os autos serão encaminhados ao Ministério Público do Trabalho e à Superintendência Regional do Trabalho.

Deodato destacou que houve a colaboração por parte de diretores e o corpo da assessoria técnica da Coelce, através da entrega de documentos e estudos. O presidente finalizou sua fala, destacando que a proposta da CPI é que diante da insatisfação por parte dos clientes, o governo do Estado realize um Plebiscito para consultar a população sobre a renovação ou não do contrato de concessão da Coelce.

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