CPI: delegado não avança em acidente do helicóptero
Delegado-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski, prestou depoimentos na CPI da Segurança Pública na Assembleia, que apura as deficiências do setor na administração estadual. Delegado disse que ainda não foi possível determinar as causas do acidente com a aeronave em maio de 2012 quando cinco delegados e dois peritos da PC morreram na queda do helicóptero que investigava a chacina de Doverlândia. Gorski ainda assumiu que o efetivo da Polícia Civil é pequeno frente à demanda do Estado e disse que novos profissionais estão sendo contratados por meio de concursos
Goiás 247_ A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga problemas relacionados à Segurança Pública no Estado de Goiás, ao retomar suas reuniões, nesta terça-feira, 6, tomou o depoimento do delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, João Carlos Gorski.
O delegado afirmou na oitiva que o contrato de manutenção de aeronaves da corporação com a empresa Fênix foi celebrado diretamente entre a empresa e a Secretaria de Segurança Pública e não com a Polícia Civil.
Gorski informou também que ainda não foi possível determinar qual foi a causa real da queda da aeronave em acidente que matou cinco delegados e dois peritos criminais da Polícia Civil, em maio do ano passado. “A aeronave sofreu uma grande destruição e helicópteros não possuem a caixa preta, o que dificulta a investigação. Estamos aguardando o laudo oficial.”
O acidente ocorreu durante investigações de outra tragédia: a chacina de Doverlândia, a 400 quilômetros de Goiânia, onde sete pessoas foram assassinadas. A aeronave caiu na zona rural da cidade de Piranhas e o acidente matou também o suspeito da chacina.
Quanto ao efetivo da Polícia Civil, João Carlos Gorski, informou que nos últimos anos vem ocorrendo uma diminuição no número de policiais e, na outra mão, o aumento na demanda por serviços prestados pela instituição.
Segundo o delegado-geral, são cerca de 3 mil profissionais para atender os 246 municípios goianos. Ele informou que novos servidores estão sendo contratados através de concurso, mas a preparação destes profissionais demora algum tempo.
Além do aumento no efetivo, Gorski informou que estão previstos investimentos na área de inteligência para colaborar no combate ao crime organizado. “Este tipo de crime tem de ser enfrentado com muito afinco para que não tome conta da estrutura do Estado. Em outras unidades da Federação onde ele se instalou, há muita dificuldade para combatê-lo”, afirmou o delegado.
O delegado atualizou ainda os parlamentares sobre o andamento de investigações que estão sendo realizadas no Estado e informou que a Polícia Civil tem levado várias reivindicações ao Governador e que muitas delas são rapidamente atendidas. Gorski explicou que problemas estruturais, como reformas de delegacias, já foram resolvidos e que a instituição tem hoje um dos mais modernos sistemas de informática do Brasil.
A próxima sessão da CPI acontece na quinta-feira (8).
(com informações do site Assembleia)
