CPI é apelidada de Jim Jones porque todos “todos morrerão abraçados”

Lder do PR, senador Blairo Maggi (MT) avisou a ministra de Relaes Institucionais, Ideli Salvatti, que o ex-diretor do Dnit Luiz Antnio Pagot est incontrolvel, depois de ter se desligado do PR. Vai sobrar para os dois lados

CPI é apelidada de Jim Jones porque todos “todos morrerão abraçados”
CPI é apelidada de Jim Jones porque todos “todos morrerão abraçados” (Foto: Divulgação)
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247 – Base aliada e oposição já compartilham a mesma apreensão quanto aos impacto da CPI do Cachoeira. Os parlamentares passaram a chamar a investigação de Jim Jones, porque todos “todos morrerão abraçados”, numa referência ao suicídio coletivo em 1978, na Guiana, que tinha à frente um líder de uma seita americana. Líder do PR, senador Blairo Maggi (MT) avisou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que o ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot está incontrolável, depois de ter se desligado do PR.

Leia na matéria do Globo:

BRASÍLIA - O clima de apreensão, principalmente no PT e no Planalto, aumentou muito nesta terça-feira com os rumos que vem tomando a CPI Mista do Cachoeira. Antes manifestadas reservadamente, as preocupações foram explicitadas depois que o líder do PR, senador Blairo Maggi (MT), comunicou, em reunião dos líderes da base com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que o ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot está incontrolável, depois de ter se desligado do PR.

Em meio ao susto, alguns parlamentares davam nesta terça-feira novo apelido à investigação: CPI Jim Jones, porque “vai morrer todo mundo abraçado”, numa referência ao suicídio coletivo em 1978, na Guiana, que tinha à frente um líder de uma seita americana.

— O Pagot é um fio desencapado. Está descontrolado. Já avisou que quer ser o primeiro a depor na CPI e vai falar de tudo quanto é obra de rodovia e quem ordenou os contratos bichados em cada estado — disse Blairo a Ideli, segundo relato de um dos participantes.

Na reunião da bancada do PT mais tarde, para a escolha dos nomes, também se temia a imprevisibilidade com os rumos da CPI.

Alguns opositores da CPI no PT admitem que os líderes se precipitaram em sua criação, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) se negou a enviar os autos dos inquéritos da Operação Monte Carlo. O senador Wellington Dias (PT-PI) disse que há alguns dias ponderou que a CPI não vai avançar na área de investigação:

— Eu ponderei: se já está tudo apurado e em fase de julgamento para que CPI? Vai ser uma CPI meramente política. Mas com o carro a 200 quilômetros por hora não tinha como parar, qualquer um que recuasse pareceria medo de ser investigado — disse Wellington Dias, nesta terça-feira.

Nos bastidores, não se descarta nem a apresentação de requerimentos para convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. E até ministros do STF poderiam ser convocados.

— Essa CPI é imprevisível. Ninguém sabe onde vai dar, não — dizia Blairo, no final da tarde..

O senador Pedro Taques (PDT-MT), da ala independente, não descarta retomar casos de antigos personagens como o ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil Waldomiro Diniz e o escândalo da Gtech.

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