CPI exclui secretários; Demóstenes é convidado
Rejeitados todos os requerimentos que solicitavam presença de autoridades do primeiro escalão do governo estadual; Cachoeira é intimado a comparecer, em data indefinida; requerimento solicita documentos mercantis das empresas Alberto & Pantoja, Gerplan, Qualix e Maestro Publicidade; Demóstenes só vai se quiser, e para prestar informações
247 (com informações da Agência Assembleia) A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Assembleia para investigar possível ligação de autoridades goianas com a contravenção e ainda a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado rejeitou todos os requerimentos que pediam a convocação de secretários de Estado e presidente de agências na administração do Estado. Os pedidos referiam-se ao secretário de Estado de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy; ao secretário de Articulação Política, Sérgio Cardoso; ao secretário de Educação, Thiago Peixoto; ao secretário da Infraestrutura, Wilder de Morais; do presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincon; do presidente da Agência Goiana de Comunicação (Agecom), José Luiz Bittencourt Filho; e do diretor-presidente da Agência Goiana de Gás Canalizado S/A (GoiásGás), Marcos Martins Machado.
Foi aprovada finalmente requerimento intimando a depor o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira. Os deputados-membros da CPI também aprovaram que o senador Demóstenes Torres (sem partido) seja convidado a prestar informações.
A 11ª reunião da CPI foi aberta pelo presidente Helio de Sousa (DEM), às 8 horas, no Auditório Solon Amaral, com a presença dos deputados titulares Mauro Rubem (PT), vice-presidente; e Tulio Isac (PSDB). Logo a pós a abertura se juntaram aos demais parlamentares o relator Talles Barreto (PTB) e o deputado Wagner Siqueira (PMDB), este em substituição ao deputado Daniel Vilela (PMDB). O deputado Helder Valin (PSDB), líder do Governo na Assembleia, também acompanha a reunião.
Durante o encontro, inicialmente, foi aberto espaço para apresentação de requerimentos. O deputado Tulio Isac solicitou a intimação da procuradora-geral da Fazenda Pública do Estado de Goiás, Marta Maia de Menezes Vicentine, e solicitou ao presidente da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) o envio à CPI de documentos sobre as empresas Alberto & Pantoja, Gerplan, Qualix e Maestro Publicidade.
Tulio Isac também apresentou requerimento que pede a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de SMS da GM Comércio de Pneus. O deputado Mauro Rubem apresentou, entre outros requerimentos, o que solicita à Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan) o envio à CPI, no prazo de dez dias, da relação de nomeações realizadas na Polícia Civil. As propostas serão votadas na próxima reunião da Comissão.
Além de Carlos Cachoeira, foram aprovados ainda na reunião a intimação do coronel Divino Efigênio de Almeida; de Ozenir Pereira Soares, prima do cabo PM Marcelo Capinam; do coronel PM Divino Efigênio de Almeida e do delegado Natal de Castro Araújo.
Com votação em bloco foram escolhidos também dois promotores de Justiça para depor - Tito Souza do Amaral e Bernardo Boclin Borges, entre 11 nomes que constavam da pauta. Também foi aprovado convite a ser feito ao senador Demóstenes Torres (sem partido) para prestar informações à CPI.
Por meio de votação em bloco, deputados-membros da CPI, em comum acordo, rejeitaram ainda requerimentos que solicitavam a intimação para depor os seguintes coronéis da Polícia Militar: Eurípedes José Marques, Paulo Alves, Marciano Basílio de Queiroz e Raimundo Nonato de Araújo Sobrinho.
O deputado Mauro Rubem pediu ainda o sobrestamento (adiamento) de requerimento de sua própria autoria e do deputado Daniel Vilela que solicitava a intimação do empresário Pedro Abrão Júnior para depor na CPI.
Pela manhã a comissão tomou o depoimento do delegado Aredes Correia Pires. Ainda serão ouvidos os delegados Niteu Chaves Júnior e Juracy José Pereira e o coronel PM Sérgio Katayama.