CPI pede quebras de sigilo de Íris e Garcia
Investigação na Assembleia Legislativa de Goiás pede a quebra do sigilo bancário do atual prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, que é do PT, e do antecessor Íris Rezende, do PMDB; Wladimir Garcez está depondo nesta terça-feira em Goiânia e ataca o jornalista Luiz Carlos Bordoni, apontado como testemunha chave na capital federal; Garcez fala
247 – Depois de uma semana de recesso, em função da Rio+20, a CPI do caso Cachoeira voltou em ritmo morno, em Brasília. O foco, nesta semana, é a investigação sobre a venda da casa do governador Marconi Perillo, de Goiás, mas dois depoentes usaram o direito de permanecer em silêncio. Um dos membros da comissão, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), protestou pelo fato de a CPI ter convocado até um arquiteto, Alexandre Milhomem, que fez a reforma da casa onde Cachoeira foi preso – e que pertenceu a Marconi. “Deixamos de convocar o Fernando Cavendish, dono da Delta, e chamamos aqui um arquiteto que não tem nada a acrescentar”, disse ele. O próprio relator Odair Cunha demontrou dificuldade em formular perguntas ao arquiteto.
Enquanto isso, a 260 quilômetros dali, na CPI que se desenrola na Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia, o clima esquenta. Nesta terça-feira, deputados da CPI pediram a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico tanto do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, que é do PT, como do antecessor Íris Rezende, do PMDB. O foco da comissão é a relação entre prefeituras de Goiás e a Delta – e, em Goiânia, Cavendish deve ser convocado.
Nesta terça-feira, está depondo em Goiânia o ex-vereador Wladimir Garcez, que fala sobre a compra da casa do governador Marconi Perillo e as relações mantidas por ele com o jornalista Luiz Carlos Bordoni. Segundo Garcez, Bordoni teria tentado chantagear o bicheiro Carlos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres. Bordoni nega.
Leia, abaixo, matéria do jornal O Popular:
Deputados pedem a quebra dos sigilos de Iris Rezende e Paulo Garcia
Requerimento ocorreu na manhã desta terça-feira (26) durante sessão da CPI
A quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-prefeito e do atual prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB) e Paulo Garcia (PT), foi solicitada através de requerimento pelos deputados Tulio Isac (PSDB) e Talles Barreto (PTB) na manhã desta terça-feira (26) durante sessão da CPI.
Em depoimento, o ex-vereador Wladmir Garcêz disse que intermediu pagamento ao jornalista Luiz Carlos Bordoni, que, segundo o ex-vereador, teria tentado chantagear o senador Demóstenes Torres e o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.
Garcêz também declarou que recebia de Carlos Cachoeira um salário fixo de R$ 5 mil mais comissões por serviços prestados. Ele afirmou que não tem conhecimento sobre a participação do grupo de Cachoeira na promoção de policiais civis e militares.
O ex-vereador ainda disse que se reuniu duas ou três vezes no Palácio das Esmeraldas com o governador Marconi Perillo e que nunca esteve no local levando caixa de dinheiro. "Acredito que os seguranças não me deixariam entrar no Palácio com uma caixa", diz.