Cresce número de presos estudando em Pernambuco

Pernambuco lidera o ranking nacional entre os estados com o maior número de presos estudando nas penitenciárias; a cada mil detentos, 191 estão tendo aulas, média calculada de acordo com os dados de 2008 a 2012, do Instituto Avante; o Maranhão (22,9) é a unidade federativa que tem o pior resultado em nível nacional

Cresce número de presos estudando em Pernambuco
Cresce número de presos estudando em Pernambuco

PE247 – Pernambuco lidera o ranking nacional entre os estados com o maior número de presos estudando nas penitenciárias. A cada mil detentos, 191 estão tendo aulas, média calculada de acordo com os dados de 2008 a 2012, do Instituto Avante. Já o Maranhão (22,9) é a unidade federativa que tem o pior resultado em nível nacional.

Há cinco anos, Pernambuco tinha uma taxa de 171,6 presos com atividades educacionais para cada grupo de mil encarcerados. No ano passado, a média era de 248,6, o que representa um crescimento de 44%. O segundo lugar entre os estados nordestinos foi para o Ceará – neste caso, os dados foram computados a partir de 2009 –, com uma média de 126,4. Quatro anos atrás, o Estado tinha uma taxa de 137,4 e pulou caiu para 76,6, um declínio de 44,2%.

Na terceira colocação está o Piauí, com 107 para cada grupo de mil detentos estudando. O estado teve uma queda de 46,1% no comparativo de 2008, quando tinha uma média de 151,1, com o ano passado (81,5). Em quarto lugar, ficou a Bahia, que hoje tem uma média de 63,2. O estado tinha uma taxa de 48,2 em 2008 e pulou para 77,7 em 2012, aumento de 61,3%.

Na quinta posição, aparece Sergipe (58,7). O Estado avançou 58,7% quanto aos presos que estudam, pois a média era de 37,2 em 2008, e foi para 58,6 quatro anos depois. Em seguida veio Alagoas, cuja média atingiu 49,4. Há cinco anos, o estado tinha uma taxa de 32,3 presos para cada grupo de mil com aulas. Em 2012, constatou-se uma média de 43,2, um crescimento de 33,7%.

O Rio Grande do Norte amarga o sétimo lugar (31,4). O Estado apresentou um declínio de 17,1%. Enquanto que há cinco anos a média era de 30,8, esta taxa caiu para 25,6 no ano passado. Já na oitava colocação está a Paraíba (26,4). Em 2008, apresentava uma média de 42,2, caindo para 37,7 em 2012, um decréscimo de 10,6%.

Por fim, em último lugar na Região Nordeste figura o Maranhão (22,9). Apesar disso, o Estado foi que mais avançou no Brasil (625,7%). Conforme a pesquisa, a média era de apenas 6,3 cinco anos atrás e subiu para 45,6 em 2012.

Segundo o levantamento, os estados com os melhores índices de presos estudando para cada grupo de mil ao lado de Pernambuco são Espírito Santo (154,7), que teve um crescimento de 50,2% no período mencionado na pesquisa, e Rondônia (144).

As estatísticas mostraram que o Brasil avançou 19,5% em relação ao número de presos participantes de atividades educacionais para cada grupo de mil detentos. Em 2008, a média era de 79,3 e cresceu para 94,8 em todo o país em 2012, que tem 51.722 presos (dado referente ao ano passado) em uma população carcerária de 549.747.  Levando em conta os últimos cinco anos, a média foi de 87,7.

“Pode-se concluir que a situação do ensino dentro das penitenciárias do Brasil vem melhorando. Foi possível notar um crescimento no número de presos que estão estudando dentro das prisões, na maioria dos estados brasileiros”, declarou o jurista e pesquisador do Instituto Avante, Luiz Flávio Gomes, em artigo que teve a colaboração da socióloga Flávia Mestriner Botelho, também pesquisadora do órgão.No entanto, de acordo com o instituto, o País “ainda está muito aquém da real necessidade, especialmente no que diz respeito ao Ensino Técnico, que poderia fornecer bases culturais para uma futura reinserção na sociedade”. 

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