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Crise da água: Sabesp trata obras como "ações de guerra"

Futuro presidente Sabesp, Jerson Kelma, classificou como "ações de guerra" as obras anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin para amenizar o problema da falta de água na Grande São Paulo; Kelman diz que a crise é "preocupante" e reconhece que as ações não vão resolver o problema por completo ainda este ano; "Tanto a ligação das Represas Jaguari e Atibainha como o São Lourenço são obras que não resolvem a situação de 2015, mas são absolutamente emergenciais"

Sao Paulo-SP 09 de Dezembro de 2014. 121. Reunião COSEMA. Palestra "A Crise de Agua no Brasil", palestrante Jerson Kelman. Na foto, Jerson Kelman. (foto: Tamna Waqued) (Foto: José Barbacena)

São Paulo 247 - O futuro presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, classificou como "ações de guerra" as obras anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin para amenizar o problema da falta de água na Grande São Paulo.

Kelman diz que a crise é "preocupante" e reconhece que as ações não vão resolver o problema por completo ainda este ano. 

"Tanto a ligação das Represas Jaguari e Atibainha como o São Lourenço são obras que não resolvem a situação de 2015, mas são absolutamente emergenciais e têm de ser tratadas, na medida do possível, como ações de guerra. Precisamos cortar todos os atalhos que puderem ser utilizados para que elas sejam entregues no prazo mais curto possível", disse Kelman.

O Sistema São Lourenço deve captar de 4,7 a 6,4 mi litros por segundo de água do Vale do Ribeira para abastecer cerca de 1,5 milhão de pessoas na Grande São Paulo. As obras, tocados pela iniciativa privada, com R$ 2,6 bilhões de financiamento público, começaram em abril passado e devem ser concluídas entre 2017 e 2018.