Crise fecha redes de varejo

Algumas grandes redes de vendas no varejo começaram a fechar lojas na capital e no interior de Alagoas; pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as vendas no varejo em Maceió tiveram uma queda de 8% nos últimos seis meses; porém, de acordo com a Aliança Comercial de Maceió, esse percentual é bem maior e chega a 14%; por outro lado, o setor do atacado vem registrando um aumento de 3% no movimento em 2015

Algumas grandes redes de vendas no varejo começaram a fechar lojas na capital e no interior de Alagoas; pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as vendas no varejo em Maceió tiveram uma queda de 8% nos últimos seis meses; porém, de acordo com a Aliança Comercial de Maceió, esse percentual é bem maior e chega a 14%; por outro lado, o setor do atacado vem registrando um aumento de 3% no movimento em 2015
Algumas grandes redes de vendas no varejo começaram a fechar lojas na capital e no interior de Alagoas; pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as vendas no varejo em Maceió tiveram uma queda de 8% nos últimos seis meses; porém, de acordo com a Aliança Comercial de Maceió, esse percentual é bem maior e chega a 14%; por outro lado, o setor do atacado vem registrando um aumento de 3% no movimento em 2015 (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - Diante da crise financeira e daqueda brusca do movimento no varejo, grandes redes já começam a fechar as portas em Alagoas. No Centro de Maceió, duas filiais de lojas de móveis e eletroeletrônicos tiveram as atividades encerradas. Em Arapiraca, uma conhecida loja de roupas também fechou. 

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as vendas no varejo em Maceió tiveram uma queda de 8% nos últimos seis meses, mas de acordo com a Aliança Comercial de Maceió, esse percentual é bem maior e chega a 14%. 

"A pesquisa não condiz com a realidade. Esse número é bem maior. O varejo vem sofrendo bastante com a queda no movimento. Já há desemprego e também o fechamento de várias lojas", destaca o presidente da Aliança, Guido Júnior. 

Segundo ele, uma filial da loja Ricardo Eletro e outra da Insinuante já fecharam as portas no Centro da capital. Uma loja menor, do segmento de roupas, também não resistiu à crise e encerrou as atividades no comércio. A tendência, de acordo com a Aliança Comercial, é que haja, nos próximos dias, o fechamento de mais lojas na capital. 

"A Esplanada já fechou uma loja em Arapiraca e soubemos que a de Maceió também pode fechar nos próximos dias. As pessoas estão com receio de comprar e se endividar, porque têm medo de perder o emprego. Além disso, há também o corte nos recursos do governo, que também afeta o movimento no comércio", afirma, ressaltando que a crise tem afetado todos os setores do varejo. 

E não é preciso ir até o Centro de Maceió para perceber os reflexos da crise. Em um rápido passeio pela Avenida Fernandes Lima, onde há todo tipo de produtos e serviços sendo ofertado, é possível notar a existência de 34 pontos comerciais desocupados e para alugar.

Na Avenida Menino Marcelo, a Via Expressa, uma revendedora de veículo Fiat também fechou, deixando dezenas de pessoas sem emprego. 

Pesquisa 

De acordo com a pesquisa divulgada hoje pelo IBGE, o recuo nas vendas sentido pelo varejo no mês de junho foi de 0,4%, influenciado pela redução do crédito e dos salários. Nos primeiros seis meses de 2015, o comércio acumula queda de 2,2%, a maior baixa para o período desde 2003. 

Nos últimos meses, segundo o IBGE, a maioria dos estados mostrou queda nas vendas, com destaque para Amapá (-10,2%); Paraíba (-9,0%); Alagoas (-8,0%); Goiás (-7,7%) e Amazonas (-7,6%).

Atacado 

Na contra-mão do varejo, o setor do atacado vem registrando um aumento de 3% no movimento em 2015. Segundo Guido Júnior, isso se deve ao fato de que muitas pessoas estão deixando de comprar nas grandes redes de supermercado para economizar mais. Isso acaba fazendo com que o consumo fique concentrado nos mercadinhos de bairro.

Com gazetaweb.com

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