Críticas à atual gestão marcam debate

Mobilidade urbana, saúde, educação e políticas voltadas para os bairros populosos da capital também entraram em discussão durante encontro morno e sem embates diretos entre os candidatos a prefeito de Salvador; debate foi promovido pela Band Bahia na noite desta quinta-feira. Postulantes não pouparam a gestão do prefeito João Henrique (PP)

Críticas à atual gestão marcam debate
Críticas à atual gestão marcam debate (Foto: Roberto Viana / Bocão News)

Bahia 247

Um debate morno, sem embates diretos e com muitas críticas à gestão de quase oito anos do prefeito João Henrique (PP), marcou a noite de quinta-feira (2) dos candidatos a prefeito de Salvador. O encontro foi promovido e transmitido pela TV Bandeirantes, na sede da emissora, no bairro da Federação.

ACM Neto (DEM); Hamilton Assis (PSOL), Márcio Marinho (PRB), Mário Kertész (PMDB), Nelson Pelegrino (PT) e Rogério Tadeu da Luz (PRTB) participaram do debate.

Assuntos como: mobilidade urbana, saúde, educação e políticas voltadas para os bairros populosos da capital entraram em discussão durante as duas horas de debate, mediado pela jornalista Silvana Oliveira.

Confira abaixo as principais intervenções de cada candidato:

ACM Neto (DEM)

O deputado federal destacou a necessidade do resgate da "autoestima" do baiano e, para isso, acredita ser preciso estreitar a relação do gestor com a população. Disse que iria requalificar a Guarda Municipal e instalar câmaras de monitoramento em "pontos estratégicos" para inibir a violência urbana. Garantiu que irá implantar as políticas afirmativas nos bairros mais violentos e que irá descentralizar as decisões criando sedes da prefeitura em diversos bairros.

Hamilton Assis (PSOL)

O candidato criticou por diversas vezes a necessidade de desfazer "máfias" na saúde e educação, que estaria "sob controle de interesses privados". Disse que irá incluir a população nas tomadas de decisões, criando conselhos com representantes das comunidades em bairros, além da implantação de 20 prefeituras regionais. Afirmou ainda que irá criar centros culturais que vão ajudar a disseminar a cultura erudita e, ao fim, ressalvou a bandeira do PSOL de resistência do "povo indígena, africano e afrodescendente", citando a situação do quilombo Rio dos Macacos.

Márcio Marinho (PRB)

O deputado federal e também Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus afirmou que irá se dedicar a "intervenções" sociais e atuar na causa das pessoas "sem perspectivas de futuro". Disse que irá trabalhar em parceria com igrejas e demais instituições atuantes na assistência social e na ressocialização da população excluída ou dependente. Além disso, informa que pretende criar escolas em tempo integral, que possuam aulas regulares pela manhã e, à tarde, se dediquem a ações em cultura, esporte e lazer, priorizando ainda a qualidade da "merenda escolar".

Mário Kertész (PMDB)

O radialista disse que irá limpar "toda a cidade" em 180 dias, construir um hospital militar e implantar um "projeto modelo" no bairro de Cajazeiras, que seria repetido em locais do subúrbio. Realizou a consideração de que "nenhuma" gestão atua sem bons projetos, mas também não é possível sem o apoio dos governos federal e o estadual. No fim de debate, disse que não espera futura reeleição, caso seja eleito no pleito atual, e que não irá "repartir a prefeitura entre partidos".

Nelson Pelegrino (PT)

O também deputado ressalvou a relação próxima que mantém com os governos estadual e federal. Afirmou que irá priorizar inicialmente a reorganização da gestão pública, revisando todos os contratos existentes na atual prefeitura. Ressalvou a necessidade do gestor da capital retomar a "autoridade" e que irá "recuperar a capacidade da cidade se manter limpa e preservada". Disse que irá concretizar a rede integrada de mobilidade urbana, com metrô, trem, ônibus e ciclovias. E alertou ser preciso reparar a "dívida social".

Rogério Tadeu Da Luz (PRTB)

Ele enfatizou como diferencial o fato dele não ser "político" e se pautar por questões "técnicas". Tem como uma das principais bandeiras a instalação de 40 km de aero trem para suprir o transporte de massa entre o centro e o subúrbio. Criticou o uso da avenida Paralela para a passagem da linha 2 do metrô, alegando a possibilidade de afetar o "visual" da cidade e destruir a vegetação do local.

Com informações do G1 Bahia

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