CUT-AL: ‘queremos eleição direta para presidente’
Depois de bloquear diversos pontos da capital alagoana, diversos sindicatos e movimentos sociais partiram para uma caminhada pelas ruas do Centro de Maceió; a concentração aconteceu na Praça dos Martírios e, apesar das chuvas, reuniu cerca de duas mil pessoas, segundo a PM; segundo o vice-presidente da CUT-AL, José Cícero da Silva, o objetivo da greve geral é lutar contra as reformas trabalhista e da previdência; "Queremos que o Temer caia e que haja uma eleição direta. Não é fácil, mas estamos lutando para que isso aconteça", acrescentou José Cícero
Gazetaweb - Depois de bloquear diversos pontos da capital alagoana na manhã desta sexta-feira (30), diversos sindicatos e movimentos sociais partiram para uma caminhada pelas ruas do Centro de Maceió. A concentração aconteceu na Praça dos Martírios e, apesar das chuvas, reuniu cerca de duas mil pessoas, segundo a Polícia Militar.
Segundo o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Cícero da Silva, o objetivo da greve geral é lutar contra as reformas trabalhista e da previdência. "É uma irresponsabilidade grande desse governo. A reforma [trabalhista] já passou na Comissão de Cidadania e Justiça e para ela chegar ao plenário é um salto", disse.
Ele acrescentou ainda que os manifestantes foram às ruas contra o presidente Michel Temer, citado em diversas denúncias de corrupção. "Queremos que o Temer caia e que haja uma eleição direta. Não é fácil, mas estamos lutando para que isso aconteça", acrescentou José Cícero.
O gestor da CUT avaliou os movimentos realizados pela manhã como proveitosos, com bloqueios nos dois sentidos da Avenida Fernandes Lima, no Farol; em frente a Braskem, no Ponta da Barra; no cais do Porto, em Jaraguá; e na rua do Instituto Federal de Alagoas (Ifal).
"Pela manhã, paramos a capital e a adesão foi muito boa. O interior também participou, com os movimentos sociais bloqueando as vias de acesso ao Estado. O que nos preocupa é apenas a chuva, que fez a população não comparecer como poderia", apontou o vice-presidente.
A Polícia Militar acompanhou a concentração e a caminhada. Estiveram no local guarnições da Força Tarefa e o Gerenciamento de Crises.