CUT: Governos Déda e Dilma precisam dialogar mais com sindicatos

Presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe, Rubens Marques, diz que Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) “precisa dialogar melhor com o movimento sindical e movimento social no sentido de conquistar apoio das ruas para efetuar as grandes reformas que o Brasil precisa”; sobre o Governo Estadual, ele afirma ser “incompreensível que um governador que conhece o movimento sindical como Déda viva em constante conflito com os sindicatos e os sindicalistas como ele vive”

CUT: Governos Déda e Dilma precisam dialogar mais com sindicatos
CUT: Governos Déda e Dilma precisam dialogar mais com sindicatos

Sergipe 247 – O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Sergipe, Rubens Marques (mais conhecido como Professor Dudu), em entrevista ao Jornal do Dia neste final de semana, afirma que o Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) “precisa dialogar melhor com o movimento sindical e movimento social no sentido de conquistar apoio das ruas para efetuar as grandes reformas que o Brasil precisa”. Ele também diz ser “incompreensível que um governador que conhece o movimento sindical como Marcelo Déda (PT) viva em constante conflito com os sindicatos e os sindicalistas como ele vive”.

Segundo o Professor Dudu, “sem o apoio popular, as propostas de reformas continuarão nas gavetas do Congresso Nacional”. “Eu defendo que muito melhor do que fazer pacto com grupos políticos oportunistas a partir da barganha de cargos como tem acontecido, é fazer pacto com o povo e colocar na berlinda quem for contra por interesse corporativo. O diálogo de Dilma com os trabalhadores deixa muito a desejar”, reforça.

Em relação à administração estadual, o presidente da CUT diz que “no início do seu primeiro governo, Déda acertou ao instalar uma mesa permanente de negociação para dialogar com os sindicatos de servidores públicos, depois abandonou a ideia e isso provocou e tem provocado várias greves”.

As principais reivindicações do movimento sindical, atualmente, segundo a CUT em Sergipe, são redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário de 44 para 40 horas semanais (o que segundo a central sindical geraria 2,5 milhões novos postos de trabalho), fim do fator previdenciário, 10% do PIB para a educação, fim dos leilões dos poços de petróleo, fim das demissões imotivadas no setor privado, combate às terceirizações, reforma agrária e urbana, reforma política, reforma fiscal, valorização dos salários e paridade para os aposentados.

“Antes de tudo, queremos colocar a pauta da classe trabalhadora na mesa da presidente Dilma, do Congresso Nacional, dos governadores, prefeitos, assembleias legislativas etc. A pauta patronal tem avançado em detrimento da nossa. Os empresários de muitos setores têm conquistado desoneração de folha de pagamento, isenção de IPI, ICMS e outros tributos, ou seja, não abrem mão do lucro minimamente e nós terminamos pagando a conta, pois sem arrecadação de impostos não há como investir em políticas públicas”, ressaltou.

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