Da greve da PM à briga na Justiça

Tribunal de Justia de Minas Gerais manda o vereador Cabo Jlio (PMDB) pagar R$ 20 mil por danos morais ao deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), chamado de palhao, ladro, idiota e enganador. Os dois foram lderes da greve que parou a PM em Minas no governo Eduardo Azeredo, em 1997

Da greve da PM à briga na Justiça
Da greve da PM à briga na Justiça (Foto: Montagem/247)
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Minas 247 - A cada ano que passa, os resultados políticos do movimento grevista da Polícia Militar mineira se tornam cada vez menores. Se, logo depois da greve de 1997, suas lideranças apareciam entre os mais votados candidatos nas eleições mineiras, hoje eles lutam para se eleger a cargos cada vez menores. O mais recente ingrediente é a decisão do Tribunal de Justiça (TJMG) de mandar o vereador Cabo Júlio, do PMDB, pagar R$ 20 mil por danos morais ao deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT).

O vereador publicou em seu blog, em 2010, palavras consideradas ofensivas pelo Tribunal. O relator do caso, Wanderley Paiva, diz que “restou evidenciado que o deputado, na sua pessoa, bem como na qualidade de pessoa pública, suportou o procedimento doloso do vereador, o constrangimento de ser chamado de ‘palhaço, ladrão, idiota, enganador”.

Cabo Júlio alega que não teve intenção de desmoralizar o deputado Sargento Rodrigues, que é pré-candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo PDT. O TJMG considerou, entretanto, que, como pessoa informada, o vereador teria como reconhecer as “consequências de sua conduta”. “Com intuito nitidamente voltado para atingir honra e imagem do deputado, proferiu palavras ofensivas, veiculadas em seu blog, causando-lhe dano moral de grande monta”, acrescentou o relator.

Os dois, Cabo Júlio e Sargento Rodrigues, foram duas das lideranças mais marcantes do movimento grevista da PM em 1997, que gerou a maior crise do governo Eduardo Azeredo em Minas Gerais. O hoje deputado estadual, expulso da corporação, foi eleito deputado estadual pelo PL com quase 75 mil votos. Atualmente, é líder do PDT na Assembleia.

Cabo Júlio dava mostras de ter uma carreira ainda mais meteórica. Também expulso da PM, foi o candidato a deputado federal mais votado em 1998. Reeleito em 2002, teve seu nome envolvido no chamado Escândalo dos Sanguessugas (desvio de dinheiro que deveria ser usado para compra de ambulâncias). Quatro anos depois, Cabo Júlio não conseguiu se reeleger. Desde 2009, é vereador em Belo Horizonte.

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