Dallagnol quer imprensa na luta contra corrupção

Na corrida para conquistar 1,5 milhão de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que torna mais duras as penas de crime de corrupção, procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato estiveram na Bahia onde lançaram Dez Medidas Contra a Corrupção durante um workshop para jornalistas; na ocasião, os procuradores revelaram que o MPF tem ido além dos meios tradicionais de investigação e de coleta de provas na Lava Jato

Na corrida para conquistar 1,5 milhão de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que torna mais duras as penas de crime de corrupção, procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato estiveram na Bahia onde lançaram Dez Medidas Contra a Corrupção durante um workshop para jornalistas; na ocasião, os procuradores revelaram que o MPF tem ido além dos meios tradicionais de investigação e de coleta de provas na Lava Jato
Na corrida para conquistar 1,5 milhão de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que torna mais duras as penas de crime de corrupção, procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato estiveram na Bahia onde lançaram Dez Medidas Contra a Corrupção durante um workshop para jornalistas; na ocasião, os procuradores revelaram que o MPF tem ido além dos meios tradicionais de investigação e de coleta de provas na Lava Jato (Foto: Voney Malta)
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prba.mpf.mp.br - "Nós somos brasileiros e não vamos desistir do nosso país". A afirmação foi feita pelo procurador da República do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) Deltan Dallagnol, coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, durante o lançamento das Dez Medidas Contra a Corrupção no estado da Bahia. O lançamento ocorreu durante o Workshop para Jornalistas – MPF e o Combate à Corrupção, realizado na tarde do dia 7 de agosto, na sede do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA).

Na ocasião, além de apresentar as Dez Medidas, Dallagnol convocou as pessoas a se unirem contra a corrupção e apoiar a campanha, que precisa de 1,5 milhão de assinaturas. O procurador acredita que "é preciso trazer mudanças que tornem o país mais justo, com menos impunidade e menos corrupção".

Além de Dallagnol, o procurador da República no MPF/PR Roberson Pozzobon, que também atua na Lava Jato, explicou a operação e as relações de corrupção que estão sendo investigadas. Segundo o procurador, "o MPF tem ido além dos meios tradicionais de prova e de investigação", com a utilização, por exemplo, da colaboração premiada e da cooperação entre os mais variados órgãos. Além disso o procurador apresentou os números e resultados já alcançados. "Em um ano de Lava Jato, chegamos a resultados expressivos. Foram instaurados 739 procedimentos, 28 denúncias foram feitas, quase 300 mandados de apreensão foram cumpridos e houve 48 prisões preventivas". Além disso, mais de 870 milhões foram devolvidos e 2,4 bilhões estão bloqueados.

De acordo com Pozzobon, a Petrobras estima que o valor total em propinas, de 2004 a 2014, foi de 6,2 bilhões de reais. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que anualmente cerca de 200 bilhões de reais sejam desviados no Brasil. "Se esse dinheiro fosse aplicado corretamente, seria possível triplicar o orçamento federal em Saúde ou o em Educação, ou quintuplicar os orçamentos federais, estaduais e municipais em Segurança Pública", afirmou.

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A procuradora da República Melina Montoya, integrante do Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) do MPF/BA e articuladora regional da campanha, explicou os problemas e dificuldades para conseguir a punição dos corruptos atualmente e a importância do apoio às Dez Medidas. "Precisamos de uma mudança sistêmica para acabar com a impunidade relacionada à corrupção. O papel da sociedade é pressionar o legislativo para que essas transformações ocorram. A ideia é que essa campanha se torne um projeto de lei de iniciativa popular", salientou.

Membros do MPF/BA promoverão ações para divulgar a campanha e coletar assinaturas em todo o estado

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Programação – O Workshop para Jornalistas, cuja realização pelo MPF/BA já está em sua quinta edição, foi aberto pelo procurador-chefe do órgão, Pablo Barreto, e a assessora de Comunicação, Marla Barata. Após a abertura, a coordenadora do NCC, a procuradora da República Flávia Arruti falou sobre a especialização do MPF no Ofício de Combate à Corrupção. De acordo com a procuradora, atualmente tramitam na Justiça Federal 1.655 processos, dentre ações de improbidade administrativa e ações penais ajuizadas pelo MPF na capital e nas suas unidades no interior. Flávia salientou a importância da participação popular, denunciando as ações ilegais. "O controle social é uma ferramenta muito importante no combate à corrupção". Em seguida, Melina apresentou a Rede de Controle da Gestão Pública, que visa aprimorar a fiscalização da gestão pública, fortalecimento do controle social, compartilhamento de informação e intercâmbio de experiências entre os órgãos.

 

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