Damaso quer reduzir verba de gabinete em 68% na AL
Em reunião com deputados estaduais nessa quarta-feira, 17, o presidente da Assembleia Legislativa, Osires Damaso (DEM) propôs um corte de quase 70% na verba de gabinete dos parlamentares; valor cairia dos atuais R$ 70 mil mensais para até R$ 21,9 mil por mês; deputado teriam que demitir servidores e manter apenas serviços essenciais, para a Casa se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal; clima na Assembleia é de instabilidade
Tocantins 247 - O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Osires Damaso (DEM), quer propor uma redução drástica de custos na Casa de Leis. Em reunião nessa quarta-feira, 17, com os deputados, Damaso propôs um corte de quase 70% na verba de gabinete dos parlamentares. Valor cairia dos atuais R$ 70 mil mensais para até R$ 21,9 mil por mês.
A medida, que causaria demissão de servidores comissionados nos gabinetes dos parlamentares, é uma forma da Assembleia se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo reportagem do portal T1Notícias, o clima na Casa de Leis é de instabilidade, uma vez que parte dos servidores passaram a virada de ano exoneradas, retomaram aos trabalhos em fevereiro e já tem a possibilidade de voltar a perder seus empregos.
“Ontem tivemos uma reunião com ânimos bastante alterados, dentre os deputados a Luana Ribeiro (PR) parecia ser a mais contrária à medida. Já hoje pela manhã os deputados abriram os trabalhos se reunindo distantes de seus assessores para tratar do que poderá ser feito para não permitir que as reduções sejam feitas desse jeito que estão sendo propostas”, disse o site, citando uma fonte não identificada.
O deputado Ricardo Ayres (PSB) conformou a reunião com Damaso, mas garantiu que ainda não houve uma definição do que será de fato acertado. “O presidente apresentou para a gente o cenário, que desde o início do ano nós já havíamos ventilado, tanto é que no final do ano houve várias exonerações, daí nós criamos uma comissão de reestruturação, para discutir isso com mais profundidade, de maneira que nós precisamos nos organizar de acordo com a realidade atual”, disse Ricardo Ayres.