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De Assis: "reforma ministerial é golpe dentro do golpe"

Na avaliação do presidente do PT Ceará, Fco. de Assis Diniz, "a reforma ministerial de Michel Temer não é apenas uma tentativa de redução da máquina pública, como tentam passar as análises dos articulistas da mídia conservadora, mas uma nova concepção autoritária de sociedade e de governo que não tem legitimidade popular porque não teve nenhum voto. É o golpe dentro do golpe". 

Na avaliação do presidente do PT Ceará, Fco. de Assis Diniz, "a reforma ministerial de Michel Temer não é apenas uma tentativa de redução da máquina pública, como tentam passar as análises dos articulistas da mídia conservadora, mas uma nova concepção autoritária de sociedade e de governo que não tem legitimidade popular porque não teve nenhum voto. É o golpe dentro do golpe".  (Foto: Fatima 247)
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"A reforma ministerial de Michel Temer não é apenas uma tentativa de redução da máquina pública, como tentam passar as análises dos articulistas da mídia conservadora, mas uma nova concepção autoritária de sociedade e de governo que não tem legitimidade popular porque não teve nenhum voto. É o golpe dentro do golpe". Essa é a avaliação do presidente estadual do PT Ceará, Francisco de Assis Diniz. Para ele, qualquer análise mais consequente veria que a extinção do ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA) e a mudança do ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em ministério do "Desenvolvimento Social e Agrário" mostra a visão completamente distorcida do que representa a agricultura familiar e o enfrentamento da miséria, numa sociedade que almeja a igualdade e a justiça social. "Transformar o MDA em 'Desenvolvimento Social e Agrário' só mostra que este governo ilegítimo não tem a menor compreensão do que representou a nova visão da agricultura familiar, implantada nos treze anos de governos petistas, na transformação do homem do campo de coitadinho, dependente de favores governamentais, em sujeito econômico".

Da mesma forma, De Assis é enfático na crítica à retirada do "combate à fome" do nome do novo ministério da área social. "Isso com certeza é um recado que o Bolsa Família será aos poucos extinto. Um programa fundamental que além de garantir a segurança alimentar e a sobrevivência aos mais pobres, dando-lhes um mínimo de dignidade e promovendo a distribuição de renda, representa também uma injeção de recursos na economia popular. Esse governo golpista reproduz a visão elitista de que pobre só é pobre porque quer. Os retrocessos que estão por trás dessa reforma ministerial serão sentidos muito rápido, no cotidiano das populações mais vulneráveis e de forma violenta".

O presidente do PT diz também que a reforma ministerial não significa redução de custo da máquina pública, como têm admitido economistas da própria equipe de Michel Temer, mas sim, a redução dos serviços que serão prestados à população e o retrocesso nos direitos conquistados pelas minorias e pelas mulheres e destaca ainda a extinção do ministério da Cultura (Minc). "Nunca pensei que veria um retrocesso tão grande na compreensão da importância das políticas culturais. Voltamos ao tempo da ditadura militar quando a cultura era engessada no ministério da Educação".

Por último, De Assis criticou a mudança da previdência que passa a ser gerida pelo ministério da Fazenda. "Imagine a política previdenciária ser pensada por quem só pensa em mercado financeiro. O que será, daqui pra frente a vida do trabalhador"? Em entrevista logo após ser nomeado, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles estabeleceu reforma das regras de acesso à aposentadoria como o principal 'endereçamento'da sua gestão à frente do Ministério da Fazenda".