De volta ao Senado, Amorim critica JB: "agrediu, mentiu e ofendeu"

Em seu primeiro discurso no retorno ao Senado, nesta semana, Eduardo Amorim (PSC), candidato derrotado na disputa pelo governo de Sergipe, fez um balanço de sua campanha, criticou o governador reeleito Jackson Barreto (PMDB) e apontou falhas no setor de Segurança Pública do Estado; discurso do senador mostrou que ele ainda não digeriu o resultado do último pleito; Amorim retornou ao Senado 50 dias após a eleição

Em seu primeiro discurso no retorno ao Senado, nesta semana, Eduardo Amorim (PSC), candidato derrotado na disputa pelo governo de Sergipe, fez um balanço de sua campanha, criticou o governador reeleito Jackson Barreto (PMDB) e apontou falhas no setor de Segurança Pública do Estado; discurso do senador mostrou que ele ainda não digeriu o resultado do último pleito; Amorim retornou ao Senado 50 dias após a eleição
Em seu primeiro discurso no retorno ao Senado, nesta semana, Eduardo Amorim (PSC), candidato derrotado na disputa pelo governo de Sergipe, fez um balanço de sua campanha, criticou o governador reeleito Jackson Barreto (PMDB) e apontou falhas no setor de Segurança Pública do Estado; discurso do senador mostrou que ele ainda não digeriu o resultado do último pleito; Amorim retornou ao Senado 50 dias após a eleição (Foto: Valter Lima)

Valter Lima, do Sergipe 247 - Em seu primeiro discurso no retorno ao Senado, nesta semana, Eduardo Amorim (PSC), candidato derrotado na disputa pelo governo de Sergipe, fez um balanço de sua campanha, criticou o governador reeleito Jackson Barreto (PMDB), a quem acusou de ter mentido durante o período eleitoral, e apontou falhas no setor de Segurança Pública do Estado.

“Com renovado entusiasmo retorno a esta Casa após uma batalha, uma grande luta em prol de um sonho que não era apenas meu, mas compartilhado e fomentado por milhares de sergipanos que trabalham e buscam, dia após dia, um Sergipe melhor, mais digno, onde possamos voltar a nos sentir seguros, onde a saúde e a educação sejam, verdadeiramente, de qualidade e que voltem a ser, além de prioridade, uma realidade”, disse ele ao iniciar seu pronunciamento.

Amorim afirmou que “não abriu mão” de seus princípios e valores éticos durante a campanha. “Em nenhum momento prometi o que não poderia ser cumprido. Nunca fiz e nunca farei promessas falsas e vazias. A mim, nunca interessou ganhar uma eleição a qualquer custo. Tenho plena convicção de que aquele princípio maquiavélico, segundo o qual os fins justificam os meios, não se aplica e nunca se aplicou à minha conduta”, afirmou.

O senador do PSC disse ainda que JB utilizou-se de “velhos vícios, de velhas condutas e do seu estilo peculiar de fazer política”. “Agrediu, mentiu e ofendeu não só a minha honra, mas a honra de toda a minha família e de dezenas de amigos, como, por sinal, já o fez em outras ocasiões com vários outros políticos sergipanos. Lutamos uma luta desigual: de um lado, apresentamos propostas e ideias; do outro lado, o que víamos eram enxurradas de maledicências, grosserias e falsas promessas, como hoje assistimos e sofremos no nosso Estado”, criticou.

Referindo-se especificamente ao setor de segurança, o senador citou dados, que, segundo ele, mostram que a violência aumentou em Sergipe nos últimos anos. Segundo Amorim, o mapa da violência divulgado recentemente pelo Ministério da Justiça revela um dado ainda mais preocupante para Sergipe.

 

“A pesquisa do Fórum Brasileiro para a Segurança Pública mostra que, levando-se em conta a proporcionalidade, Sergipe ocupa a quarta colocação no ranking da violência no Brasil, com mais de 40 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Em números absolutos, a pesquisa mostra que no ano de 2013 foram registrados 923 crimes letais intencionais, um número alarmante, muito acima do ano anterior, quando ocorreram 845 crimes dessa natureza”, afirmou.

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