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Defensor do golpe, Aécio diz não querer fazer parte de governo sem voto

Um os principais articuladores do golpe, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse no seminário de Gilmar Mendes, em Lisboa, que os tucanos não têm "interesse em participar formalmente de um governo que não seja eleito por voto popular", em referência a um eventual governo do vice, Michel Temer; "O PSDB não ambiciona chegar ao poder por vias transversais, esperaremos as eleições. Para nós o calendário que as fixa em 2018 é o adequado", afirmou o tucano, que desde outubro de 2014 defende a queda da presidente Dilma

Um os principais articuladores do golpe, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse no seminário de Gilmar Mendes, em Lisboa, que os tucanos não têm "interesse em participar formalmente de um governo que não seja eleito por voto popular", em referência a um eventual governo do vice, Michel Temer; "O PSDB não ambiciona chegar ao poder por vias transversais, esperaremos as eleições. Para nós o calendário que as fixa em 2018 é o adequado", afirmou o tucano, que desde outubro de 2014 defende a queda da presidente Dilma (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), defendeu nesta quinta-feira (31) a formação de um governo de transição liderado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e de caráter não partidário como melhor alternativa ao eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). 

"Não temos interesse em participar formalmente de um governo que não seja eleito por voto popular", disse o ex-governador de Minas a jornalistas, em Lisboa. O tucano participou do Quarto Seminário de Direito Luso-Brasileiro, intitulado "Constituição e crise".

O parlamentar informou que promove reuniões com membros do PSDB para elaborar uma "agenda com cinco ou seis pontos essenciais para a transição", que tem como objetivo reivindicar uma "reforma política" que sirva como base de uma "mudança no sistema de governo" no futuro. "O PSDB não ambiciona chegar ao poder por vias transversais, esperaremos as eleições. Para nós o calendário que as fixa em 2018 é o adequado", ressaltou.

Para o senador, atual crise no Brasil é consequência da "perda de legitimidade" do governo de Dilma "pelas ilegalidades cometidas". "Há uma crise que está empurrando a população a pressionar o Congresso para que inicie o impeachment", afirmou Aécio, um dos oposicionistas citados por delatores da Operação Lava Jato, inclusive pelo doleiro Alberto Yousseff e pelo senador Delícido do Amaral (sem partido-MS)

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