Defensoria Pública vê ação da GCM na Cracolândia como abusiva

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo vai cobrar explicações da Guarda Civil Metropolitana pela ação abusiva em procedimento de limpeza na Cracolândia, na região central da capital paulista, com violência e revista abusiva dos dependentes químicos no local; Segundo o defensor público Carlos Weis, coordenador do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública, a GCM confinou em um espaço uma parte significativa do fluxo, como se as pessoas fossem animais, e elas foram submetidas indiscriminadamente a revistas

23/06/2017- São Paulo- SP, Brasil- Usuários de drogas saem da Praça Princesa Isabel e voltam a ficar entre a Avenida Cleveland e rua Helvétia Foto: Rovena rosa/EBC/FotosPúblicas
23/06/2017- São Paulo- SP, Brasil- Usuários de drogas saem da Praça Princesa Isabel e voltam a ficar entre a Avenida Cleveland e rua Helvétia Foto: Rovena rosa/EBC/FotosPúblicas (Foto: Charles Nisz)

SP 247 - A Defensoria Pública do Estado de São Paulo considerou que a ação de revista feita pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) aos dependentes químicos na Cracolândia, região central da capital, nesta quinta-feira (28), extrapolou os limites legais. Segundo o defensor público Carlos Weis, coordenador do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública, a GCM confinou em um espaço uma parte significativa do fluxo, como se as pessoas fossem animais, e elas foram submetidas indiscriminadamente a revistas. 

Nesta quinta-feira, houve uma ação de limpeza de rotina na Cracolândia, causando mais uma vez em conflito entre a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e os dependentes químicos. Houve correria e tumulto, segundo quem trabalha nas proximidades.

Investigação
O secretário municipal de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira, admitiu que a GCM usou bombas de efeito moral e spray de pimenta, e disse que vai investigar se houve excesso dos guardas. O defensor público Carlos Weis afirmou que as pessoas foram revistadas por estar em situação de vulnerabilidade.

Nesta sexta-feira (28), a Defensoria Pública vai enviar ofício para o comandante-geral da GCM cobrando explicações sobre a forma abusiva que a corporação fez a revista nos usuários de drogas na Cracolândia. De acordo com Weis, o ofício também terá uma recomendação para que este tipo de ação violenta não se repita. 

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