Defesa de Geddel diz que denúncia é ‘uma coleção de erros jurídicos’

A defesa de Geddel Vieira Lima classificou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-ministro como "inepta e imprestável"; Geddel é acusado de obstrução de Justiça por tentar atrapalhar as investigações das operações 'Cui Bono' e 'Sépsis'; em nota, o advogado Gamil Föppel diz que a denúncia é uma "coleção invulgar de erros jurídicos, de gritante fragilidade, desafia o direito e o próprio bom senso"

Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Romulo Faro)

Sabrina Craide - repórter da Agência Brasil

A defesa de Geddel Vieira Lima classificou a denúncia apresentada hoje (16) pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-ministro de "inepta e imprestável". Geddel é acusado de obstrução de Justiça por tentar atrapalhar as investigações das operações Cui Bono e Sépsis.

Em nota, o advogado do ex-ministro, Gamil Föppel, diz que a denúncia é uma "coleção invulgar de erros jurídicos, de gritante fragilidade, desafia o direito e o próprio bom senso". Ele também argumenta que a denúncia contraria a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que rejeitou a ocorrência de ilicitude sobre as ligações de Geddel para a esposa do doleiro Lúcio Funaro.

Para os procuradores responsáveis pelo caso, Geddel atuou para constranger Funaro, que negocia acordo de delação premiada com o MPF, a não colaborar com as investigações. "É preciso ressaltar que nem o senhor Lúcio Funaro, nem sua esposa, em momento algum, afirmaram terem sido ameaçados ou intimidados por Geddel Vieira Lima", diz a defesa.

Improbidade

Sobre a ação civil pública por improbidade administrativa protocolada pelo MPF, o advogado de Geddel diz que a acusação não poderá provar o "inexistente ato ilícito". A acusação é referente ao caso em que Geddel teria pressionado o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, para que atuasse pela liberação da construção de um edifício em Salvador.

"Chega a ser incoerente a acusação, até pela evidente impossibilidade de se exercer qualquer ingerência sobre alguém com mesma posição hierárquica no âmbito da Administração Pública", diz a defesa, sustentando que Geddel jamais exerceu pressão contra quem quer que fosse.

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