Deputada pede fim de teste de virgindade em concurso

Baiana Alice Portugal (PCdoB) pede retirada de itens de editais que preveem dispensa de exames ginecológicos se a mulher apresentar comprovante de virgindade atestado por um médico; "São itens completamente inadequados, que invadem a dignidade e intimidade da mulher, portanto, são totalmente dispensáveis, já que o médico tem toda autoridade para indicar os exames, sem expor a mulher"

Deputada pede fim de teste de virgindade em concurso
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Bahia 247

A deputada federal baiana Alice Portugal (PCdoB) encaminhou ofício à ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, pedindo intervenção para retirada de itens que pedem comprovação de virgindade para dispensa de avaliação ginecológica detalhada em concursos públicos, a exemplo do que previa edital da Polícia Civil da Bahia.

A comunista sugere a retirada do pedido nos concursos públicos do governo federal e de todos os estados brasileiros.

Segundo Alice, há em curso certames que publicam editais com esses itens no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal; na Superintendência de Previdência Complementar do Distrito Federal; no Ministério da Defesa – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial e na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Para a deputada, a exigência "constitui inaceitável ofensa à dignidade humana, além de odiosa agressão à mulher". A comunista entende que ainda há discriminação contra pessoas do sexo feminino no setor público brasileiro.

"São itens completamente inadequados, que invadem a dignidade e intimidade da mulher, portanto, são totalmente dispensáveis, já que o médico tem toda autoridade para indicar os exames, sem expor a mulher".

Iniciativa de Alice partiu do pedido dos exames de virgindade solicitados a mulheres aprovadas nas provas teóricas de concurso para a Polícia Civil da Bahia. Procedimento dispensava exame ginecológico completo para mulheres com hímen íntegro, desde que elas comprovassem virgindade por meio de atestado médico assinado, com carimbo e CRM do médico.

Depois da repercussão negativa o governador Jaques Wagner (PT) disse em seu perfil no Twitter que mandou retirar o item do edital.

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